Voluntários da Operação Mato Grosso encerram ciclo de atividades em Campinápolis (MT)


Em Campinápolis (MT) eles permaneceram entre os dias 18 e 22 de novembro. Lá eles trabalharam na aldeia São Pedro, fazendo reforma na escola, reparos na casa dos missionários, conserto de telhados de casas e da igreja, onde também fizeram pinturas e acabamento. Na aldeia São Gabriel, eles atuaram nas obras de reparos em uma construção recente que tinha sido destruída por um incêndio há algumas semanas.
Clemílson é o responsável por acompanhar os jovens xavante do internato, que vieram da aldeia e estudam na escola em Novo São Joaquim. Ele se considera um privilegiado por poder fazer essa experiência que considera extremamente rica humana e espiritualmente. “A gente muitas vezes fala em pobreza e fica só na teoria. Quando a gente dá um passo mais para trás e tem essa graça de vir trabalhar nas aldeias, a gente consegue ver isso concretamente. Na verdade, quem tem muita sorte somos nós que tivemos essa oportunidade de ter vindo fazer algo puro, bom e verdadeiro para quem precisa de verdade”, afirma.

Outro voluntário estrangeiro é Ivan, que veio do Peru, onde conheceu o fundador e guia espiritual da Operação Mato Grosso, o P. Ugo De Censi, falecido em dezembro de 2018. Também considera a experiência vivida um caso de sorte. “Para mim foi uma coisa lindíssima porque nunca antes tive a possibilidade de ver essa realidade e muito menos vive-la. Desta vez tive a grande sorte de estar no meio deles e tentar junto a outros meninos, fazer algo que dê algum bem-estar tanto às crianças e jovens quanto às famílias que se encontravam. Então, estou muito feliz, com certeza, com esta experiência”, declara entusiasmado.
Entre tantos voluntários estrangeiros está um brasileiro. Andrew Nascimento Firmino, de 23 anos, mora em Brasília e passou uma temporada na aldeia Santa Clara. Ele reconhece ter feito um grande aprendizado durante o período de voluntariado. “Tenho aprendido a viver mais a simplicidade nesse contato com os xavantes, vendo como eles vivem e também buscando estar perto deles, estar junto deles. Tudo o que vivi aqui me faz pensar muito nas minhas escolhas de vida, em quem eu sou fora daqui, nas escolhas que eu faço fora daqui para me tornar uma pessoa melhor e assim ajudar as outras pessoas também”, reconhece o jovem.
A gratidão se torna uma via de duas mãos nas palavras do xavante Adelmo Tsowabdzé, da aldeia Santa Clara. “O trabalho que eles fizeram aqui foi muito bom para ajudar as pessoas que mais precisam. Nas aldeias em que eu fui, as pessoas ficaram muito contentes pelo trabalho que eles fizeram, tanto os velhos como os jovens”, reconhece o indígena.
De acordo com o Coordenador de Pastoral da comunidade de Nova Xavantina, diácono salesiano José Alves de Oliveira, os voluntários também ajudaram a fazer reparos na estrutura de saneamento da aldeia São José. “A gente fica feliz, como salesiano, porque esse trabalho reconhecido internacionalmente, está sendo feito aqui na paróquia de São Domingos Sávio, que abrange todas essas aldeias, e tem como pároco o P. Bartolomeo Giaccaria, notável missionário salesiano em terras xavante. Na festa de despedida do grupo de voluntários em Campinápolis, José Alves lembrou que não importa o tamanho ou o grau de dificuldade e especialização necessários no trabalho feito na comunidade, mas sim a forma e a dedicação que foram dados nessa atividade. “O importante é que foi um gesto de amor. E esse amor é uma pequena sementinha que encontrou terreno fértil no coração de cada membro da comunidade, e essa sementinha vai, com certeza, dar muitas flores e frutos”, afirmou.











































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