Voluntariado do Unisalesiano fortalece vínculos entre jovens e comunidades indígenas no Mato Grosso

Estudantes organizam campanhas e arrecadam insumos para a missão
O UniSALESIANO promoveu durante o mês de julho de 2025 a 7ª edição do VAMS – Voluntariado Acadêmico Missionário Salesiano. A ação reuniu estudantes e comunidades Bororo e Xavante em um movimento de encontro e partilha. Antes da viagem, os voluntários se uniram a alunos do Colégio Salesiano “Dom Luiz Lasagna” e à comunidade da Capela São Domingos Sávio. Juntos, arrecadaram alimentos, roupas, cobertores, brinquedos, leite e medicamentos.
Acadêmica organiza iniciativa para suprir UBS da aldeia Xavante
A acadêmica Louise Elias de Carvalho, do curso de Biomedicina, coordenou a ação “Farmácia na Aldeia”. O grupo reuniu medicamentos básicos e destinou os itens à Unidade Básica de Saúde da aldeia de São Marcos. Estudantes também organizaram eventos, como a venda de hot dogs, e arrecadaram recursos para viabilizar a ida dos voluntários. “Sentimos que é um esforço pequeno perto de tudo que eles vivem e precisam, mas é um passo importante para melhorar o bem-estar das comunidades”, afirmou Louise Elias de Carvalho.
Voluntários relatam impacto emocional da experiência
O acadêmico Luiz Eduardo Castanhar Olsen, do curso de Medicina, afirmou que esperava ensinar e percebeu que precisava aprender. “Eu fui achando que ia trazer experiências novas, mostrar como somos em Araçatuba. E percebi que quem aprende somos nós. Eles têm muito mais a nos ensinar sobre união, família, amizade e felicidade. A alegria é contagiante. O VAMS é sobre aprender com eles, e não o contrário”, analisou Luiz Eduardo Castanhar Olsen. Thaís Maria Ruas dos Santos, aluna de Educação Física, relatou surpresa com o envolvimento emocional. “Antes de eu vir pra cá, eu imaginava um trabalho voluntário tranquilo, mas não achei que ia me envolver tanto. O carinho que as crianças têm pela gente vale a pena todo o cansaço. Estou muito feliz, espero vir mais vezes”, disse Thaís Maria Ruas dos Santos. Igor Landin Rodrigues de Souza, do curso de Farmácia, definiu a experiência como inesperada. “São momentos incríveis, contatos que eu não esperava, afeto que eu não esperava transmitir e receber. Só quem vem para sentir isso entende o que é essa energia”, declarou Igor Landin Rodrigues de Souza.
Irmão salesiano destaca valor do contato direto com povos indígenas
O Irmão Tarley da Guia Nunes da Mata atua na terra indígena São Marcos e acompanhou a missão. Ele apontou a importância do contato direto com os povos visitados. “É importante que os acadêmicos tenham esse contato pessoal com os povos indígenas. Isso favorece o engajamento, o conhecimento real dessas culturas e uma visão social positiva sobre o outro. É um caminho de reconstrução, sem idealizações, mas com respeito mútuo e convivência”, explicou Tarley da Guia Nunes da Mata. Ele destacou o impacto da experiência nas diferentes dimensões da vida dos participantes. “No pessoal, no profissional e no espiritual, os frutos são imensos. Eles percebem que as crianças se lembram deles, que há um vínculo verdadeiro. Isso amadurece e toca profundamente, especialmente quando descobrem a espiritualidade presente na cultura indígena, que tem sua própria forma de enxergar Deus e o mundo”, completou Tarley da Guia Nunes da Mata.
Pastoral acompanha voluntários e reforça sentido da missão
O Pró-Reitor de Pastoral, P. Paulo Eduardo Jácomo, SDB, acompanhou a atividade com sua equipe e professores. Ele afirmou que os estudantes compreendem o sentido do serviço solidário. “Os acadêmicos entendem o sentido da solidariedade e do serviço. Essa missão transforma porque une conhecimento técnico, vivência humana e crescimento espiritual”, concluiu Paulo Eduardo Jácomo.





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