UCDB institui política de uso responsável da inteligência artificial

A Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) instituiu uma Política Institucional de Uso Responsável da Inteligência Artificial (IA). O documento estabelece princípios, diretrizes e responsabilidades para a utilização da tecnologia nos processos de ensino, aprendizagem, pesquisa, gestão acadêmica e produção do conhecimento, e determina que toda aplicação da IA permaneça subordinada à supervisão humana e à intencionalidade pedagógica.
Princípios e diretrizes
A política estabelece sete princípios que orientam sua aplicação na Universidade: centralidade humana, integridade acadêmica e científica, transparência, supervisão humana, pensamento crítico e autonomia intelectual, proteção de dados e privacidade, e promoção da inclusão e da equidade. A instituição de ensino reconhece qie a inteligência artificial é ferramenta de apoio aos processos educacionais e científicos e não substitui o papel do docente, do pesquisador ou do acadêmico. O documento está alinhado às diretrizes nacionais de integridade científica, proteção de dados, inovação educacional e governança digital.
Aplicação no ensino
No âmbito do ensino, o documento prevê a utilização da IA na produção de materiais didáticos, no planejamento pedagógico, na personalização da aprendizagem, em atividades de tutoria e na ampliação da acessibilidade, além do desenvolvimento de competências digitais entre os estudantes. A política determina, contudo, que esse uso seja complementar ao trabalho docente e preserve a mediação humana e os objetivos formativos da Universidade.
Responsabilidades de professores e acadêmicos
O documento define responsabilidades para os professores, que devem estabelecer critérios sobre o uso permitido das ferramentas de IA em seus componentes curriculares, orientar os estudantes quanto às boas práticas e adotar estratégias de avaliação compatíveis com o novo contexto tecnológico. Aos acadêmicos, cabe utilizar a inteligência artificial como instrumento de apoio à aprendizagem, revisar o conteúdo produzido pelas ferramentas e informar sua utilização quando houver contribuição relevante para o trabalho desenvolvido. A política ainda veda a apresentação integral de conteúdos gerados por IA como autoria própria, a fabricação de dados científicos, o plágio, a manipulação de avaliações, o uso indevido de dados pessoais e a produção ou disseminação de conteúdos contrários aos princípios institucionais e à dignidade humana.
Critérios para pesquisa e pós-graduação
Na pesquisa e na pós-graduação, a UCDB estabelece que o uso da inteligência artificial deve observar critérios de rigor metodológico, rastreabilidade, transparência e validação humana dos resultados. Os pesquisadores devem informar as ferramentas utilizadas, suas versões e finalidades durante o desenvolvimento dos estudos, e assegurar a integridade científica e a reprodutibilidade das pesquisas. Sistemas de IA não podem ser reconhecidos como autores de artigos, dissertações, teses ou qualquer outra produção científica, e a responsabilidade intelectual permanece exclusivamente com autores humanos.
Fundamentação do documento
A política está fundamentada em referenciais do Ministério da Educação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e da Lei Geral de Proteção de Dados, e considera experiências nacionais e internacionais voltadas à governança da inteligência artificial.
Com informações: Assessoria de Comunicação UCDB

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