Salesiano de Campo Grande compete na Tradicional Corrida de São Silvestre em São Paulo

Padre Rafael Gustavo é um corredor dedicado. Após percorrer 37 Km para celebrar os 37 anos de vida, neste final de ano, o sacerdote salesiano venceu um novo desafio. Desta vez, mais curto, “apenas” 15 Km. Ele participou em São Paulo (SP) da tradicional corrida de São Silvestre, prova tradicional que, neste ano, está na sua 100ª edição.
Correndo entre os atletas amadores, P. Rafael Gustavo Lopes completou a prova em 1 hora, 21 minutos e 21 segundos, fazendo uma média de 5’25” para cada quilômetro percorrido.
O percurso de 15 km da Corrida Internacional de São Silvestre mantém características que o consolidam como um dos mais técnicos e desafiadores do calendário do pedestrianismo brasileiro. Realizada no sistema “ponto a ponto”, a prova exige do atleta leitura estratégica constante, tanto pela altimetria quanto pelas condições urbanas do centro expandido de São Paulo.
A largada ocorre em pelotão numeroso na Avenida Paulista, em trecho largo e com leve inclinação negativa nos primeiros metros, o que favorece ritmos mais rápidos logo no início, mas cobra cautela para evitar desgaste prematuro. Ainda na Paulista, a variação de relevo começa a se impor de forma sutil, com ondulações que dificultam a estabilização do ritmo ideal.



O trajeto segue pela região central, com passagem por vias como a Avenida Dr. Arnaldo, Rua da Consolação, Avenida Ipiranga e Vale do Anhangabaú. Nesse segmento intermediário, entre aproximadamente o 4º e o 9º quilômetro, o percurso apresenta alternância constante entre descidas técnicas e subidas curtas, exigindo boa capacidade de recuperação muscular e controle de passada. As curvas fechadas e mudanças de direção, comuns nessa área, reduzem a fluidez e penalizam atletas que não dominam a cadência em trechos urbanos.
O ponto mais crítico do percurso aparece na segunda metade da prova, com destaque para a subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio. Longa e progressiva, essa ascensão funciona como divisor técnico da corrida, selecionando o pelotão e impondo perda gradual de velocidade, sobretudo para corredores que chegaram a esse trecho com ritmo acima do planejado.
Após o trecho mais exigente, o percurso oferece recuperação parcial com descidas controladas, permitindo reorganização do ritmo, embora o desgaste acumulado limite ganhos significativos de tempo. A reentrada na Avenida Paulista, já nos quilômetros finais, impõe novo desafio: a subida final até a linha de chegada. Curta em extensão, mas decisiva, essa inclinação exige reserva física e mental, frequentemente definindo posições nos metros finais.
Ao final da corrida, o salesiano fez uma avaliação positiva do desempenho e do desafio vencido. “Entre o peso da medalha e o traçado no mapa, fica a certeza: valeu cada passo. São Paulo foi mais que um percurso foi prova de fé, disciplina e gratidão. 15 km no último dia do ano, coração firme, suor oferecido e a alegria de celebrar 100 anos da São Silvestre correndo com propósito. Que venham novos caminhos”, declarou.

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