Projeto Homens de Fé no Pantanal leva evangelização e doações a comunidades ribeirinhas e indígenas

O projeto Homens de Fé no Pantanal reuniu 38 participantes, em sua maioria fiéis do Santuário Nossa Senhora Auxiliadora, de Campo Grande, além de integrantes de outras paróquias do Brasil. Cada um assumiu com ardor a missão de evangelização e solidariedade que aconteceu entre os dias 27 e 31 de julho. Durante cinco dias de navegação pelo Rio Paraguai, o grupo percorreu mais de 400 quilômetros para visitar comunidades ribeirinhas, indígenas e escolares da região pantaneira, que voltaram a receber a presença de religiosos católicos após dez anos sem a visita de um sacerdote.
Fé e solidariedade pelo Rio Paraguai
A expedição começou na segunda-feira (27/07), com o embarque no Porto Geral de Corumbá. Além da missão religiosa, na embarcação seguiram também roupas, roupas de cama, agasalhos, brinquedos e doces, arrecadados entre os fiéis do Santuário Nossa Senhora Auxiliadora e destinados às famílias atendidas durante a missão.
Cada amanhecer começava às 5h30, com a celebração da Santa Missa presidida pelos salesianos P. João dos Santos Barbosa Neto e P. Osvaldo dos Santos. Depois da celebração, P. João Neto e o ministro extraordinário da Eucaristia Domingos Katurchi, seguiam para as visitas às comunidades.
Na terça-feira (28/07), a missão esteve na Escola Jatobazinho. No dia seguinte, visitou os ribeirinhos da Barra do São Lourenço. Já na quinta-feira (30/07), o grupo chegou à Aldeia Guató. O último dia da expedição, na sexta-feira (31/07), foi dedicado às famílias do Paraguai Mirim.
Histórias que revelam a realidade do Pantanal
Ao longo da missão, os participantes conheceram relatos que retratam a vida das comunidades pantaneiras. Entre eles está a história de Caetano, que durante as queimadas de 2021 precisou lançar-se com a esposa nas águas do Rio Paraguai para escapar do fogo e, de lá, assistiu à destruição da casa, das plantações e da criação de animais.
Outra história foi a de Isabela, que perdeu a visão de um dos olhos e possui cerca de 10% da capacidade visual no outro. Durante a visita, a menina explorava os brinquedos pelo tato enquanto os missionários descreviam cada objeto.
A missão também encontrou Enaurinda, que adotou um macaco bugio chamado Kiko, que fazia festa para os visitantes. Ouviu também o testemunho da jovem Kênia, que afirmou que a presença dos missionários representava um “avivamento espiritual” para os moradores da comunidade.
Acolhida das comunidades
Os missionários relataram que foram recebidos nas comunidades com manifestações de acolhida e convites para conhecer as residências das famílias. Durante as visitas, constataram as condições de vida dos moradores e ouviram pedidos e relatos sobre as dificuldades enfrentadas no cotidiano.
De acordo com o P. João dos Santos Barbosa Neto, reitor do Santuário de NS Auxiliadora em Corumbá, que organizou a missão, não foi possível solucionar os problemas apresentados pelas famílias, mas ofereceu sorrisos e esperança às comunidades visitadas. Ele acredita ter contribuído um pouco com aquelas pessoas. “Tenho uma grande gratidão a Deus por ter me proporcionado ser Seu instrumento e ter vivenciado algo tão espetacular”, afirmou o sacerdote.





















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