Novena em Meruri clama pelo reconhecimento do martírio de Padre Rodolfo e Simão Bororo

A comunidade Salesiana em Meruri (MT) está realizando a novena em honra aos Servos de Deus Padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo, mobilizando fiéis em oração pelo reconhecimento oficial de seu martírio. De 11 a 19 de novembro de 2025, a missão salesiana junto ao povo indígena Boe-Bororo vive dias de intensa espiritualidade e esperança.
Preparação para momento decisivo no Vaticano
O período de oração tem um propósito crucial: preparar os corações dos fiéis para um momento decisivo em Roma. No dia 20 de novembro, uma comissão de cardeais e bispos do Dicastério para as Causas dos Santos se reúne para avaliar a “Positio”, o documento que reúne provas e testemunhos do martírio de ambos, assassinados em ódio à fé (in odium fidei) em 15 de julho de 1976.
Durante a novena, a comunidade realiza também uma procissão com a imagem de Santa Teresinha, percorrendo as ruas de Meruri em um gesto de fé e devoção que fortalece os laços comunitários e renova o compromisso com o testemunho missionário.
Um chamado global à oração
A novena, embora centrada na comunidade de Meruri, local do martírio e da sepultura dos Servos de Deus, mobiliza fiéis em diversas partes do Brasil e do mundo. Comunidades salesianas, grupos pastorais e devotos unem-se em oração, demonstrando a amplitude da devoção e a esperança de que a Igreja reconheça oficialmente o sacrifício de Padre Rodolfo, missionário alemão, e Simão Bororo, líder indígena e pai de família, que deram a vida pela defesa dos direitos indígenas e da missão evangelizadora.
O Ano Jubilar, que marca os 50 anos do martírio em 2026, teve sua abertura em julho de 2025 e intensifica ainda mais as preces e a memória dessa história. O possível reconhecimento do martírio pelos cardeais no Vaticano representa o penúltimo passo antes que o Santo Padre, o Papa Leão XVI, possa emitir o decreto de beatificação, um evento de profundo significado para os Salesianos Missionários e povos originários.
A oração da novena é um ato de fé que clama não apenas pela beatificação dos mártires, mas também pela contínua proteção dos direitos dos povos indígenas, a paz nas comunidades e a força do testemunho cristão diante das injustiças. Cada ave-maria, cada vela acesa e cada passo da procissão carregam a esperança de que o sangue derramado por Padre Rodolfo e Simão Bororo seja reconhecido como semente de fé e justiça para as gerações futuras.









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