Igreja conclui fase diocesana do processo de santidade de Madre Rosetta Marchese, FMA

Encerramento da fase diocesana reúne autoridades eclesiais em Roma
A Diocese de Roma encerrou nesta sexta-feira (04/07) a fase diocesana do inquérito sobre a vida, as virtudes heroicas e a fama de santidade da Serva de Deus Rosetta Marchese. A cerimônia ocorreu na sala do Tribunal no Palácio Apostólico Lateranense e contou com a presença do bispo auxiliar e vice-gerente, Dom Renato Tarantelli Baccari.


Testemunho espiritual inspira educadores e religiosos
Dom Tarantelli presidiu a sessão e destacou o impacto da religiosa na vida salesiana. “Irmã Rosetta foi um exemplo de acompanhamento espiritual, porque contemplava a pessoa no seu mistério e a conduzia nas vias do Espírito”, declarou. Ele afirmou que a religiosa expressava o olhar de Cristo com amor materno. Segundo o bispo, ela antecipou o espírito da Evangelii Gaudium ao viver o zelo pela salvação das almas com interioridade.
Caminho vocacional moldado pela oração e pelo discernimento
Rosetta Marchese nasceu em Aosta, no dia 20 de outubro de 1922. Cresceu em uma família cristã e recebeu do pai, Giovanni, dirigente das Acli locais, a herança de fé e compromisso. Aos 16 anos, ingressou entre as Filhas de Maria Auxiliadora. Desejou partir em missão, mas atendeu ao direcionamento das superioras e seguiu para os estudos universitários. Formou-se em Letras em 1947 e foi enviada à Casa Madre Mazzarello, em Turim.
Missão como educadora revela vocação à maternidade espiritual
Na missão salesiana, assumiu sucessivos papéis de governo. Atuou como diretora, inspetora e visitadora. Enfrentou desafios de saúde com coragem e fé. Após perder o olho direito, ofereceu o sofrimento com intenção espiritual. “Ofereço esse olhar para enxergar com profundidade as necessidades do Instituto e das pessoas”, dizia.
Testemunho de fé no sofrimento e serviço à juventude
Em 1981, foi eleita superiora geral do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora. No ano seguinte, adoeceu gravemente e uniu seu sofrimento ao serviço pela Igreja. “Madre Rosetta nos ensina a encontrar Jesus na oração pessoal”, afirmou Dom Tarantelli. Para ele, a religiosa ensinava a cultivar um espaço interior que dá sentido ao compromisso cotidiano.
Herdeiros espirituais reconhecem a santidade vivida no cotidiano
Irmã Chiara Cazzuola, atual superiora geral das FMA, recordou o legado educativo de Rosetta. “Seu exemplo nos chama a viver a paixão apostólica pelos jovens”, afirmou. Don Pierluigi Cameroni, SDB, postulador da causa, definiu-a como “peregrina de esperança”. A vice-postuladora, irmã Francesca Caggiano, acrescentou: “Não há vida apostólica sem vida de espírito”. Don Fabio Attard, novo reitor-mor dos Salesianos, também acompanhou a celebração.
Próxima etapa do processo será conduzida no Vaticano
Com o encerramento da fase diocesana, a causa segue para a Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano. A vida e o testemunho de Rosetta Marchese se somam à memória espiritual da Família Salesiana, como sinal de fé enraizada no Evangelho e de dedicação à juventude.
Com informações: Vatican News

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