Igreja celebra os 75 anos da beatificação de Domingos Sávio e recorda sua trajetória

Em 5 de março de 1950, a Basílica de São Pedro, em Roma, testemunhou uma celebração marcante: a beatificação de Domingos Sávio. A cerimônia atraiu uma multidão de jovens, levando os comentaristas da época a descrevê-la como “uma festa da juventude cristã”. Na ocasião, o Papa Pio XII reconheceu oficialmente a santidade do jovem oratoriano, destacando sua profunda devoção e compromisso com a fé.
Desde sua Primeira Comunhão, Domingos Sávio estabeleceu propósitos que norteariam sua breve, mas intensa jornada espiritual. Ele renovou esses compromissos com fervor especial na noite da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição, em 8 de dezembro de 1854. Em abril de 1855, reafirmou sua determinação: “Eu quero e preciso absolutamente me fazer santo”. Inspirado pelos ensinamentos de Dom Bosco, adotou como missão pessoal “ganhar almas para Deus”.
Durante a cerimônia de beatificação, foi lido o “Breve” no qual o Papa Pio XII declarava Domingos Sávio como beato. Após a leitura, a imagem do novo beato foi revelada, e uma de suas relíquias foi colocada no altar. A Basílica ressoou com aplausos e cânticos de agradecimento, ecoando até a Praça de São Pedro, repleta de fiéis.
Mais tarde, o Papa Pio XII visitou a Basílica para venerar os recém-beatificados. Ele recebeu um relicário artístico, adornado com imagens e relatos da vida dos beatos, além de um buquê de flores. Em seguida, dirigiu-se à multidão reunida na Praça de São Pedro e na Via della Conciliazione, abençoando-os com gestos paternos. No dia seguinte, 6 de março, o Papa concedeu uma audiência especial aos jovens e peregrinos que participaram da beatificação.
A vida virtuosa de Domingos Sávio já era reconhecida no Oratório de Valdocco. Em maio de 1854, o padre Giuseppe Cugliero, professor de sua aldeia natal, Mondonio, recomendou a Dom Bosco que aceitasse o jovem no oratório, destacando sua conduta exemplar e afirmando que dificilmente haveria alguém que o superasse em talento e virtude. No primeiro encontro entre Dom Bosco e Domingos, em 2 de outubro daquele ano, o sacerdote percebeu a profundidade espiritual do menino, admirando as graças que já se manifestavam nele desde tenra idade.
Mamãe Margarida, mãe de Dom Bosco, também notou a devoção fervorosa de Domingos Sávio. Ela frequentemente o via rezando longamente após as funções religiosas e reunindo-se com colegas perto do altar de Nossa Senhora. Impressionada, comentou com seu filho sobre a pureza de coração e alma do jovem.
A beatificação de Domingos Sávio não apenas reconheceu sua santidade, mas também serviu como inspiração para a juventude cristã, evidenciando que a busca pela santidade é possível em qualquer fase da vida.
Com informações da ANS*

Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.