Fiéis do Santuário Salesiano de Corumbá celebram São João Batista com procissão até o rio Paraguai

Na noite da última terça-feira (24/06), o Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, em Corumbá, celebrou a Solenidade da Natividade de São João Batista. A celebração reuniu grande número de fiéis, mesmo com o frio intenso. Durante a Santa Missa, os fiéis acompanharam atentos a liturgia presidida pelos padres João dos Santos Barbosa Neto e Osvaldo dos Santos. Ambos conduziram os ritos com gestos marcados pela fé popular que identifica a presença salesiana na região pantaneira.



Procissão desce ao rio com imagem do santo
Após a Missa, os fiéis saíram em procissão conduzida pelos dois sacerdotes. O grupo levou o andor de São João Batista pelas ruas da cidade até as margens do rio Paraguai. Durante o trajeto, o povo rezou ladainhas e entoou cantigas tradicionais. O cortejo percorreu o caminho com passos firmes, sem se abalar com a baixa temperatura. Crianças, jovens e adultos seguiram a imagem com gestos de devoção, mantendo os cantos vivos e contínuos até a chegada ao rio.



Banho ritual renova fé dos participantes
À beira do rio Paraguai, o padre Osvaldo dos Santos incensou o andor e o padre João Neto proferiu a oração de bênção. Logo depois, os fiéis receberam a aspersão com água benta, gesto que marcou o ponto alto da celebração. O Banho de São João, como é chamado, integra a tradição religiosa local. Fiéis banham simbolicamente a imagem de São João nas águas do rio, atualizando a memória do batismo do santo no Rio Jordão.
Rito simboliza recomeço e renovação espiritual
A imersão simbólica do andor em águas pantaneiras expressa a crença em um novo ciclo. O ritual coincide com o início da cheia do rio, que traz peixe e pasto para a região. A fé popular atribui às águas do rio Paraguai um poder divino. Segundo os devotos, o banho do santo purifica, renova e oferece esperança. O gesto coletivo transforma o rio em sinal de graça, onde o sagrado se mistura ao cotidiano. O Banho de São João afirma a identidade do povo pantaneiro. Para muitos, trata-se de uma experiência de reencontro com a fé, com a natureza e com a própria história.

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