Educadores do Centro Juvenil Salesiano São João Batista participam de capacitação promovida pela Prefeitura de Poxoréu

Educadores do Centro Juvenil Salesiano São João Batista, de Poxoréu, participaram nestas segunda e terça-feira (25 e 26/05) de uma capacitação promovida pela Prefeitura de Poxoréu para profissionais do Sistema de Garantia de Direitos que atuam no atendimento de crianças e adolescentes em situação de violência. A formação abordou acolhida da revelação espontânea e entrevista da escuta especializada, além de reunir profissionais da Saúde, Educação, Assistência Social, Segurança Pública, Ministério Público, Poder Judiciário, Conselhos Tutelares e integrantes da rede de proteção.
Formação aborda proteção e atendimento
A capacitação teve como objetivo fortalecer a atuação integrada da rede de proteção no acolhimento de revelações espontâneas e na realização da escuta especializada de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. A proposta articulou fundamentos legais, técnicos e éticos, com foco na proteção integral, prevenção da revitimização, identificação de sinais e sintomas, avaliação de riscos e construção de encaminhamentos. O primeiro módulo tratou da acolhida da revelação espontânea e ocorreu das 7h às 17h. A programação incluiu estudos sobre direitos de crianças e adolescentes no Brasil, fundamentos da proteção integral e funcionamento do Sistema de Garantia de Direitos. Os participantes também acompanharam debates sobre a Lei nº 13.431 de 2017, o Decreto nº 9.603 de 2018 e a Lei nº 14.344 de 2022, além da atuação das políticas públicas nos eixos de proteção, defesa e controle.



Curso discute sinais de violência e rede de proteção
A programação abordou o contexto sociocultural de produção das violências e os conceitos de violência física, psicológica, sexual, negligência e violência institucional. Os educadores participaram de atividades sobre identificação de sinais e sintomas, critérios de avaliação de fatores de risco, proteção e vulnerabilidade, além de práticas de atendimento a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. O curso também apresentou diferenças entre revelação espontânea, escuta especializada e depoimento especial, com orientações para acolhida protetiva e prevenção da revitimização.
Segundo módulo trata da escuta especializada



O segundo módulo concentrou atividades voltadas à entrevista da escuta especializada. A etapa reuniu profissionais que atuam diretamente no atendimento, acompanhamento e encaminhamento de crianças e adolescentes em situação de violência. Os conteúdos incluíram processos de memória, linguagem e desenvolvimento, especificidades da comunicação de crianças e adolescentes e aspectos técnicos e éticos da escuta especializada. A programação também discutiu práticas que geram revitimização, limites da escuta especializada, levantamento de informações na rede de proteção e distinção entre escuta e produção de prova.
Os participantes acompanharam simulações de entrevistas com base em casos práticos, além de orientações sobre registro técnico, elaboração de relatórios e encaminhamentos possíveis dentro da rede de proteção.

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