Comunidade Salesiana de Meruri tem dia especial para celebrar os 45 anos de martírio do P. Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo

Com os primeiros raios do sol, a comunidade salesiana reunida seguiu até o cemitério de Meruri, onde está o túmulo dos Mártires. Liderados pelo P. Ricardo Carlos, Inspetor da Missão Salesiana de Mato Grosso, foram feitas as orações em agradecimento a Deus Pai pelo dom do martírio que Ele concedeu à Igreja de Mato Grosso, à Congregação Salesiana e à Inspetoria de Campo Grande. “O martírio não é fruto de uma programação pessoal, mas dom de Deus, aceito, porém, com liberdade e alegria. Como Jesus que, embora sentindo a amargura do cálice, angustiado pelo peso do sofrimento, ofereceu-se “livremente à paixão” (Oração Eucarística II), Padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo, que estavam trabalhando até o momento em que entregaram a vida, foram corajosamente ao encontro do supremo sacrifício”, afirmou o Secretário Inspetorial (BCG), P. João Bosco Monteiro Maciel. O então inspetor da Missão Salesiana de Mato Grosso em 1976, P. Walter Bini, declarou que P. Rodolfo, “antes de dar a vida toda de uma vez e de repente, gastou-a dia por dia, no trabalho rotineiro da Missão, que só poderia ter se sustentado por um grande amor e por uma total consagração. Desta forma, o sacerdote enfrentou o ódio e a injustiça tentando até o fim resolver tudo na paz e no diálogo. Simão, não temendo a violência e a força, correu para defender seu irmão, seu pastor, seu amigo”.
Ainda no começo da manhã, o Padre Inspetor plantou uma jabuticabeira no pátio interno da Missão de Meruri, como sinal de vida destes 45 anos do martírio do P. Rodolfo e Simão. Em seguida, presidiu a Celebração Eucarística, na capela da comunidade, em memória aos Servos de Deus. A missa foi concelebrada pelos outros salesianos da comunidade de outras 
A devoção aos servos de Deus é muito forte na região pelo exemplo deixado pelos dois, especialmente Simão Bororo que, segundo o relato de testemunhas, como Jesus, perdoou seus assassinos e morreu rezando pelos seus inimigos. “Simão deu sua vida para defender o seu irmão missionário, que era sacrificado pela vida de seus irmãos Bororo. E assim com o sangue dos dois foi selada uma aliança de amizade e de paz entre a Missão e o povo Bororo”, afirmou o P. João Bosco Maciel, na proposta de celebração especial para este dia, enviada a toda a Família Salesiana.
Euclides Fernandes
DRT/MS 55/02













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