
<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Artigo</title>
	<atom:link href="https://missaosalesiana.org.br/category/pastoral/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://missaosalesiana.org.br</link>
	<description>Salesianos de Dom Bosco</description>
	<lastBuildDate>Thu, 13 Aug 2026 13:11:13 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>https://missaosalesiana.org.br/wp-content/uploads/2026/08/faviconV2.webp</url>
	<title>Artigo</title>
	<link>https://missaosalesiana.org.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Professor do Colégio Salesiano São Gonçalo pesquisa a &#8216;Amorevolezza&#8217;* como resposta à indisciplina escolar</title>
		<link>https://missaosalesiana.org.br/professor-do-colegio-salesiano-sao-goncalo-pesquisa-a-amorevolezza-como-resposta-a-indisciplina-escolar/</link>
					<comments>https://missaosalesiana.org.br/professor-do-colegio-salesiano-sao-goncalo-pesquisa-a-amorevolezza-como-resposta-a-indisciplina-escolar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Euclides Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 12:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[amorevolezza]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio São Gonçalo]]></category>
		<category><![CDATA[Cuiabá]]></category>
		<category><![CDATA[Dissertação]]></category>
		<category><![CDATA[salesianidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.missaosalesiana.org.br/?p=98964</guid>

					<description><![CDATA[<p>O professor Gabriel Victor Fernandes da Silva, do Colégio Salesiano São Gonçalo, em Cuiabá, dedicou sua pesquisa de pós-graduação em Salesianidade à aplicação do Sistema Preventivo de Dom Bosco diante de dois desafios da escola contemporânea: a indisciplina e o desgaste do educador. No trabalho intitulado “O Sistema Preventivo na escola: a amorevolezza como antídoto [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/professor-do-colegio-salesiano-sao-goncalo-pesquisa-a-amorevolezza-como-resposta-a-indisciplina-escolar/">Professor do Colégio Salesiano São Gonçalo pesquisa a &#8216;Amorevolezza&#8217;* como resposta à indisciplina escolar</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O professor Gabriel Victor Fernandes da Silva, do Colégio Salesiano São Gonçalo, em Cuiabá, dedicou sua pesquisa de pós-graduação em Salesianidade à aplicação do Sistema Preventivo de Dom Bosco diante de dois desafios da escola contemporânea: a indisciplina e o desgaste do educador. No trabalho intitulado “O Sistema Preventivo na escola: a amorevolezza como antídoto à indisciplina e ao desgaste do perfil educador”, ele analisa como a presença, o acolhimento, a proximidade e o acompanhamento podem interferir nas relações entre professores e estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa parte dos três pilares do Sistema Preventivo, razão, religião e amorevolezza, e concentra a análise neste último princípio. O estudo sustenta que a proposta educativa de Dom Bosco, nascida no século XIX a partir do trabalho com jovens em situação de vulnerabilidade, mantém possibilidades de aplicação diante das mudanças que atingem a convivência escolar, a autoridade pedagógica e a identidade docente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Prevenir antes de punir</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Gabriel desenvolve a pesquisa a partir de revisão bibliográfica de caráter qualitativo e estabelece diálogo entre autores ligados à tradição salesiana e pesquisadores da educação. Dom Bosco, Pietro Braido, Tarcísio Scaramussa, Geraldo Caliman, Renato Kraide Soffner, Marcos Sandrini, Maurice Tardif, António Nóvoa e Paulo Freire estão entre os referenciais utilizados para aproximar o Sistema Preventivo dos problemas encontrados na escola atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao tratar da indisciplina, o trabalho evita reduzi-la ao descumprimento de regras ou atribuí-la somente ao comportamento do estudante. A análise considera fatores sociais, culturais, familiares e institucionais e discute a crise da autoridade pedagógica como parte de uma mudança nas relações entre educadores e educandos. Nesse contexto, o Sistema Preventivo apresenta uma mudança de perspectiva: a disciplina deixa de depender primeiro da coerção e passa pela qualidade dos vínculos estabelecidos no processo educativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção, nessa concepção, não significa ausência de normas. O estudo aponta para uma autoridade construída pelo diálogo, pela coerência, pelo acompanhamento e pela corresponsabilidade. A disciplina passa a ser compreendida como resultado da participação do estudante no processo formativo e da construção de autonomia e responsabilidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Amorevolezza ultrapassa a ideia de afeto</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos centrais da pesquisa está na compreensão do termo italiano “amorevolezza”. Gabriel mostra que o conceito não se limita ao amor, ao carinho ou à manifestação de afeto. Na pedagogia de Dom Bosco, ele envolve presença educativa, proximidade, escuta, acolhimento e compromisso com o desenvolvimento do estudante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa concepção também estabelece uma fronteira entre acolhimento e permissividade. Reconhecer a dignidade do educando não significa ignorar comportamentos inadequados. A proposta consiste em compreender suas causas, dialogar com os envolvidos e buscar respostas educativas que restaurem as relações, em vez de limitar a intervenção à punição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O vínculo entre professor e estudante assume, assim, uma função preventiva. A pesquisa considera que o sentimento de pertencimento, a participação e o reconhecimento do educando podem contribuir para reduzir conflitos e situações de exclusão, ao mesmo tempo em que favorecem a autonomia. A amorevolezza aparece, portanto, não como recurso sentimental, mas como estratégia pedagógica inserida no cotidiano escolar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A pesquisa também volta o olhar para quem educa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A segunda frente do estudo desloca a atenção para o professor. Gabriel aborda o aumento das demandas institucionais, a intensificação do trabalho e a complexidade das relações educativas como elementos associados ao esgotamento, à desmotivação e à perda de sentido profissional. A partir desse cenário, investiga de que maneira o Sistema Preventivo pode contribuir para recuperar a dimensão humana da docência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na perspectiva salesiana examinada pelo autor, o educador não se restringe à transmissão de conteúdos. Sua atuação alcança os espaços de convivência e pressupõe presença junto aos estudantes. O professor acompanha, orienta e participa do processo formativo, enquanto a coerência entre aquilo que ensina e aquilo que pratica contribui para a construção de sua autoridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa relaciona essa presença ao próprio fortalecimento da identidade docente. Ao recolocar as relações humanas no centro da educação, o Sistema Preventivo oferece ao professor uma referência para compreender seu trabalho para além das tarefas administrativas, das exigências institucionais e da transmissão do conhecimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma pedagogia do século XIX diante das questões do presente</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nas considerações finais, Gabriel sustenta que razão, religião e amorevolezza permanecem capazes de dialogar com a educação contemporânea. O estudo identifica na amorevolezza possibilidades para prevenir a indisciplina, criar vínculos baseados na confiança e no acolhimento e recuperar a dimensão ética e relacional da profissão docente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O autor também afasta uma leitura da amorevolezza como sentimentalismo. Na dissertação, ela assume a condição de categoria pedagógica associada ao afeto, à presença e ao reconhecimento do outro e se contrapõe a práticas baseadas somente em respostas técnicas ou punitivas. A pesquisa aponta ainda possibilidades para novos estudos sobre saúde mental de professores e estudantes, presença educativa nos ambientes virtuais e tecnologias digitais, inclusão escolar e diversidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Da experiência salesiana à pesquisa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Gabriel Victor Fernandes da Silva tem 27 anos, é licenciado em Letras, Português e Inglês, e cursa mestrado no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem da Universidade Federal de Mato Grosso. No Colégio Salesiano São Gonçalo, leciona Língua Portuguesa, Ensino Religioso e Filosofia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ex-aluno salesiano e participante da vida paroquial desde a infância, ele levou para a pesquisa acadêmica uma experiência iniciada antes de sua atuação como professor. O trabalho aproxima essa trajetória da reflexão sobre uma pergunta presente no cotidiano de quem educa: como prevenir conflitos sem transformar a escola em espaço de vigilância e punição?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta encontrada na tradição de Dom Bosco passa pela presença. Na leitura proposta pela pesquisa, estar entre os jovens, conhecê-los, ouvi-los e acompanhá-los não constitui uma atividade paralela ao ato de ensinar. É parte dele. Mais de um século depois das primeiras experiências de Dom Bosco com a juventude de Turim, a amorevolezza retorna à sala de aula como objeto de estudo e como possibilidade para pensar a relação entre quem ensina e quem aprende.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>* A palavra italiana <em>amorevolezza</em>, que não possui tradução exata em português, expressa na pedagogia de Dom Bosco uma forma de educar baseada no afeto demonstrado por meio da presença, da proximidade, da escuta, do acolhimento e do acompanhamento. Mais do que gostar do estudante, significa fazer com que ele perceba, nas atitudes do educador, que é conhecido, respeitado e querido, sem que isso elimine limites, orientação e responsabilidade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira abaixo o artigo completo:</p>



<div data-wp-interactive="core/file" class="wp-block-file"><object data-wp-bind--hidden="!state.hasPdfPreview" hidden class="wp-block-file__embed" data="https://www.missaosalesiana.org.br/wp-content/uploads/2026/08/artigo_salesianidade_gabrielvictor_1.pdf" type="application/pdf" style="width:100%;height:600px" aria-label="Incorporado de artigo_salesianidade_gabrielvictor_1."></object><a id="wp-block-file--media-6b892ccb-8eb1-4c14-a36f-85817ca933a6" href="https://www.missaosalesiana.org.br/wp-content/uploads/2026/08/artigo_salesianidade_gabrielvictor_1.pdf">artigo_salesianidade_gabrielvictor_1</a><a href="https://www.missaosalesiana.org.br/wp-content/uploads/2026/08/artigo_salesianidade_gabrielvictor_1.pdf" class="wp-block-file__button wp-element-button" download aria-describedby="wp-block-file--media-6b892ccb-8eb1-4c14-a36f-85817ca933a6">Baixar</a></div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/professor-do-colegio-salesiano-sao-goncalo-pesquisa-a-amorevolezza-como-resposta-a-indisciplina-escolar/">Professor do Colégio Salesiano São Gonçalo pesquisa a &#8216;Amorevolezza&#8217;* como resposta à indisciplina escolar</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://missaosalesiana.org.br/professor-do-colegio-salesiano-sao-goncalo-pesquisa-a-amorevolezza-como-resposta-a-indisciplina-escolar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dom Bosco e o famoso cachorro Grigio</title>
		<link>https://missaosalesiana.org.br/dom-bosco-e-o-famoso-cachorro-grigio/</link>
					<comments>https://missaosalesiana.org.br/dom-bosco-e-o-famoso-cachorro-grigio/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 12:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Cão]]></category>
		<category><![CDATA[dom bosco]]></category>
		<category><![CDATA[proteção]]></category>
		<category><![CDATA[salesianos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.missaosalesiana.org.br/?p=93037</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em 1883, Dom Bosco foi falar com o Bispo de Ventimiglia, para esclarecer fatos mal interpretados sobre os salesianos do lugar. E a conversa foi até perto de meia-noite. Aconteceu-lhe então um alegre e inesperado encontro. Chovera muito durante o dia. Tendo que fazer a pé o caminho de volta, à escuridão unia-se a lama [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/dom-bosco-e-o-famoso-cachorro-grigio/">Dom Bosco e o famoso cachorro Grigio</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em 1883, Dom Bosco foi falar com o Bispo de Ventimiglia, para esclarecer fatos mal interpretados sobre os salesianos do lugar. E a conversa foi até perto de meia-noite. Aconteceu-lhe então um alegre e inesperado encontro. Chovera muito durante o dia. Tendo que fazer a pé o caminho de volta, à escuridão unia-se a lama da rua, o que dificultava caminhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Dom Bosco, com a vista enfraquecida, não percebia mais onde colocar o pé, eis que apareceu um velho amigo seu, o famoso Grigio, que não o via há trinta anos. O cão aproximou-se dele festivamente; depois, se pôs a andar a meio metro diante dele, o suficiente para ser visto no escuro. O cão seguia com passo lento e uniforme, de maneira que podia ser seguido por quem tivesse dificuldade de andar, tendo o cuidado de fazer que evitasse as poças de água, girando ao redor. Chegando perto da casa, desapareceu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O padre Durando, que cuidava de evitar a lama por sua conta, afirmou que nada vira; porém, Dom Bosco contou mais de uma vez o acontecido. Numa ocasião o narrou também em Marselha, na casa Olive, durante o almoço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A senhora (Olive) lhe perguntou: “Como pode ser que esse cachorro tivesse muitos anos mais do que é a vida normal dos cães?”. Sorridente, Dom Bosco respondeu: “Pode ter sido um filho ou um neto daquele”. Em outra ocasião lhe foi perguntado como era aquele cachorro, respondeu com toda a naturalidade: “Era um cão”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Três outras aparições de Grigio</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O arquivo das Filhas de Maria Auxiliadora conserva três fatos de casos e de cães, que lembram o Grigio de Dom Bosco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2 de novembro de 1893, duas Irmãs, voltando a pé de Assis ao seu colégio de Cannara, foram surpreendidas por causa da neblina e da noite, fora de lugar habitado e longe de sua casa. O medo tomou conta delas. Uma das religiosas disse à colega: “Ah se Dom Bosco nos mandasse seu Grigio!”. “Verdade!”, exclamou a outra. Não passaram dois minutos e um grande cachorro se pôs a caminhar entre elas. Era alto, com pelo cinzento. Olhou-as como se fossem velhas conhecidas, lambendo suas mãos. Ao chegarem no colégio, o animal se virou rápido e passou o portão. As Irmãs correram para o reter; mas pela imensa praça e a rua adjacente não o viram mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1930, as Irmãs estavam construindo em Barraquilla. Diariamente ouviam notícias de roubos e violências na cidade e redondezas. Antes dos trabalhos, por umas quatro vezes, ladrões haviam entrado na casa&#8230; As Irmãs, então, invocaram a Dom Bosco para que enviasse seu Grigio para cuidar delas. Pois bem, eis que numa noite uma matilha de cachorros, nunca vistos nos arredores, entrou no corredor da antiga casa. Eram seis: colocaram-se nos pátios e nos cantos mais afastados. Passado o medo, as Irmãs se aproximaram deles e perceberam que eram mansos. No dia seguinte, às seis horas, saíram um atrás do outro como haviam entrado, e assim fizeram durante um mês inteiro. Dessa maneira continuaram a fazer guarda até que não houve mais perigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um terceiro caso aconteceu na França, em Navarre, entre 1898 e 1902. Ir. Josefina Crétaz e Ir. Verina Valenzano, escrevendo há 20 anos de distância, não recordam a data com precisão. Com a chegada do fim de outubro, foram pelos povoados recolher castanhas, como era o costume&#8230; Entre um e outro lugarejo era preciso quatro horas de estrada, quase sempre atravessando matas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A certa altura, em meio à solidão e ao silêncio, o medo venceu. Comentavam: “Aqui podem nos assaltar”, e enquanto assim falavam, ouviram barulho como de alguém que caminhava pisando em folhas. Mas nada viarm. De repente, eis que um enorme cachorro se aproximou sacudindo a cauda, dando voltas, levando o focinho nas costas delas como para dizer: “Não tenham medo, aqui estou eu!”. “Será o Grigio de Dom Bosco?”, comentaram as duas entre si. Pouco antes de um povoado, encontraram algumas senhoras conhecidas, de carruagem, e pararam para conversar; o cão sumiu, e elas não tiveram mais notícias dele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escrito por  Pe. Osmar A. Bezutte, SDB, para o <a href="https://boletimsalesiano.org.br/component/k2/item/16529-dom-bosco-e-o-famoso-cachorro-grigio.html" target="_blank" rel="noopener">Boletim Salesiano</a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/dom-bosco-e-o-famoso-cachorro-grigio/">Dom Bosco e o famoso cachorro Grigio</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://missaosalesiana.org.br/dom-bosco-e-o-famoso-cachorro-grigio/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Comunidade salesiana reúne gerações em Três Lagoas e testemunha força do carisma de Dom Bosco</title>
		<link>https://missaosalesiana.org.br/comunidade-salesiana-reune-geracoes-em-tres-lagoas-e-testemunha-forca-do-carisma-de-dom-bosco/</link>
					<comments>https://missaosalesiana.org.br/comunidade-salesiana-reune-geracoes-em-tres-lagoas-e-testemunha-forca-do-carisma-de-dom-bosco/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Euclides Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2026 11:59:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Inspetor]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Geração]]></category>
		<category><![CDATA[inspetor]]></category>
		<category><![CDATA[Três Lagoas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.missaosalesiana.org.br/?p=89455</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nesta semana, o inspetor da Missão Salesiana de Mato Grosso, padre Adalberto Alves de Jesus, esteve em Três Lagoas para um encontro quase informal. A visita parecia comum, mas o registro revelou algo profundo. Junto com a comunidade canônica da presença salesiana estavam salesianos formandos, realizando o período de férias pastorais. O encontro reuniu oito [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/comunidade-salesiana-reune-geracoes-em-tres-lagoas-e-testemunha-forca-do-carisma-de-dom-bosco/">Comunidade salesiana reúne gerações em Três Lagoas e testemunha força do carisma de Dom Bosco</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nesta semana, o inspetor da Missão Salesiana de Mato Grosso, padre Adalberto Alves de Jesus, esteve em Três Lagoas para um encontro quase informal. A visita parecia comum, mas o registro revelou algo profundo. Junto com a comunidade canônica da presença salesiana estavam salesianos formandos, realizando o período de férias pastorais. O encontro reuniu oito religiosos de gerações distintas, unidos pela fé e pelo carisma salesiano.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Oito homens, oito histórias, uma mesma missão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na mesma sala, homens consagrados compartilharam a mesa e a oração. O irmão Armando Catrana, nascido em 1938, trazia no olhar a memória de décadas dedicadas ao serviço. Padre José Alves de Araújo nasceu em 1952. Padre Wilson Pereira nasceu em 1970. Valério Roberto Gomes, pós-noviço, nasceu em 1977. Padre Adalberto Alves de Jesus nasceu em 1978. Erivélton Marquês da Silva, estudante de teologia, nasceu em 1989. Padre João Marcos Molina nasceu em 1990. Pedro Paulo de Lima, nascido em 1993, fará o noviciado em 2026. Entre o mais idoso e o mais jovem, não havia apenas diferença de idade: havia continuidade de missão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Gerações que se encontram, memória que se transmite</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Toda cultura se sustenta na transmissão de memória. Sem anciãos, não há raízes; sem jovens, não há continuidade. O encontro de gerações preserva narrativas, gestos, símbolos e crenças que dão identidade a um grupo humano. Em uma família espiritual inspirada por Dom Bosco, essa transmissão não ocorre apenas por palavras, mas por testemunhos vivos. A fé não se herda como um objeto: ela se aprende pelo contágio da convivência. Cada geração torna-se guardiã de um tesouro recebido e responsável por entregá-lo renovado à próxima.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O espelho do outro constrói identidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O ser humano constrói sua identidade no espelho do outro. Jovens necessitam de referências que apontem caminhos possíveis; idosos necessitam perceber que sua história permanece fecunda. Quando se encontram, ambos se reconhecem parte de algo maior do que suas biografias individuais. O jovem descobre que o tempo não é inimigo, mas professor; o idoso percebe que sua experiência ainda produz futuro. Nesse intercâmbio silencioso, forma-se uma comunidade afetiva na qual cada idade encontra seu lugar.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ninguém se realiza sozinho</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O ser humano é um animal relacional. Não basta existir; é preciso coexistir. A comunhão de gerações traduz essa verdade: ninguém se realiza sozinho. No horizonte cristão, essa relação torna-se vocação. O outro não é apenas companhia, mas sacramento da presença de Deus. O encontro entre idades diversas revela que a vida humana é uma corrente contínua, em que cada elo sustenta o próximo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O carisma salesiano une o que o tempo poderia separar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O carisma de São João Bosco aprofunda essa dinâmica. Seu método educativo nasce da confiança no jovem, da ternura firme, da alegria que evangeliza sem peso. Ele compreendeu que educar é amar o tempo presente enquanto se constrói o futuro. Onde o espírito salesiano floresce, gerações não se separam: elas caminham lado a lado. A casa torna-se oratório; a convivência torna-se escola; a amizade torna-se caminho de santidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Complementaridade que completa a família espiritual</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cada palavra dita, cada silêncio respeitado, cada riso espontâneo constrói uma ponte invisível entre épocas. Os sacerdotes oferecem o testemunho de uma vida gasta pelo Evangelho; o irmão religioso encarna a fidelidade cotidiana; os estudantes representam o amanhã que já começa hoje. Não se trata de hierarquia de importância, mas de complementaridade. Ali, a fé não é teoria: é partilha de pão, de histórias, de esperança. O mais velho transmite sabedoria; o mais novo recorda que o Espírito sempre renova.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Santos confirmam a beleza do encontro</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os grandes santos da Igreja confirmam essa beleza. Santo Agostinho ensinou que ninguém chega a Deus sozinho. Santa Teresa de Ávila afirmou que a amizade é um dos caminhos seguros da vida espiritual. São João Paulo II insistiu que a juventude é a esperança da Igreja, mas reconheceu que a esperança precisa de memória para não se perder. O próprio Dom Bosco repetia que basta ser jovem para que ele ame.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Profecia de pertencimento em mundo fragmentado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro intergeracional em ambiente familiar e espiritual não é apenas convivência; é profecia. Ele anuncia ao mundo fragmentado que ainda é possível pertencer, confiar e caminhar juntos. Ele afirma que a fé não envelhece e que a juventude não caminha sem raízes. Ele demonstra que o carisma salesiano continua acendendo luzes onde o tempo poderia criar distâncias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando gerações se unem em torno de Deus, o tempo deixa de ser linha que separa e torna-se círculo que abraça. O mais velho reconhece no jovem sua continuidade; o jovem reconhece no ancião seu alicerce. No centro desse círculo, permanece vivo o fogo que Dom Bosco acendeu: fogo de fé, de alegria e de família.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/comunidade-salesiana-reune-geracoes-em-tres-lagoas-e-testemunha-forca-do-carisma-de-dom-bosco/">Comunidade salesiana reúne gerações em Três Lagoas e testemunha força do carisma de Dom Bosco</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://missaosalesiana.org.br/comunidade-salesiana-reune-geracoes-em-tres-lagoas-e-testemunha-forca-do-carisma-de-dom-bosco/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>UM DESAFIO À NOSSA HUMANIDADE. A riqueza que corre o risco de nos tornar cegos e surdos</title>
		<link>https://missaosalesiana.org.br/um-desafio-a-nossa-humanidade-a-riqueza-que-corre-o-risco-de-nos-tornar-cegos-e-surdos/</link>
					<comments>https://missaosalesiana.org.br/um-desafio-a-nossa-humanidade-a-riqueza-que-corre-o-risco-de-nos-tornar-cegos-e-surdos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 17:50:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Reitor Mor]]></category>
		<category><![CDATA[desafio]]></category>
		<category><![CDATA[Don Fabio Attard]]></category>
		<category><![CDATA[mensagem]]></category>
		<category><![CDATA[reitor-mor]]></category>
		<category><![CDATA[Riqueza]]></category>
		<category><![CDATA[Roma]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.missaosalesiana.org.br/?p=89295</guid>

					<description><![CDATA[<p>MENSAGEM DO REITOR-MOR,&#160;Pe. Fábio Attard A parábola do rico e do pobre Lázaro que encontramos no evangelho de Lucas, capítulo 16, 19-31, não é simplesmente uma história sobre a justa distribuição das riquezas materiais. É uma narrativa que penetra no coração da condição humana, colocando-nos perante uma pergunta inquietante: quem possui verdadeiramente quem! O rico [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/um-desafio-a-nossa-humanidade-a-riqueza-que-corre-o-risco-de-nos-tornar-cegos-e-surdos/">UM DESAFIO À NOSSA HUMANIDADE. A riqueza que corre o risco de nos tornar cegos e surdos</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">MENSAGEM DO REITOR-MOR,&nbsp;<em>Pe. Fábio Attard</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A parábola do rico e do pobre Lázaro que encontramos no evangelho de Lucas, capítulo 16, 19-31, não é simplesmente uma história sobre a justa distribuição das riquezas materiais. É uma narrativa que penetra no coração da condição humana, colocando-nos perante uma pergunta inquietante: quem possui verdadeiramente quem! O rico possuía a sua riqueza, ou era a riqueza que o possuía, transformando-o em seu escravo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta inversão de perspetiva abre um espaço de reflexão profunda. O homem da parábola não era condenado por ter roubado ou explorado, mas por se ter tornado cego e surdo. A sua tragédia não estava no ter, mas em não ver e em não escutar. Vivia num mundo reduzido única e simplesmente às dimensões da sua casa, dos seus bens, do seu bem-estar imediato. À porta da sua casa jazia Lázaro, coberto de chagas que os cães vinham lamber, mas aquele pobre tinha-se tornado invisível, o seu grito silencioso inaudível.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A riqueza existencial</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando falamos de riqueza, tendemos imediatamente a pensar no dinheiro, nos bens materiais, no sucesso económico. Mas existe uma riqueza, mais subtil e pervasiva: a existencial. É a riqueza de quem está bem, de quem encontrou o seu espaço de conforto, de quem vive rodeado de relações positivas, de experiências gratificantes, de certezas tranquilizantes. É a riqueza de uma comunidade que funciona, de um grupo onde uma pessoa se sente acolhida, de um ambiente onde tudo decorre de forma agradável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta riqueza existencial é um dom, não há dúvida. É justo gozar dela, celebrá-la, dar-se conta da beleza daquilo que se vive. Mas precisamente aqui se esconde o perigo mais insidioso: o de se fechar nesta abundância, de transformar o espaço do bem-estar num gueto dourado, separado da realidade circundante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O rico da parábola vivia assim. Não lhe faltava nada e, no entanto, faltava-lhe tudo: faltava-lhe a capacidade de ver fora de si mesmo, de se deixar tocar pela realidade que pressionava à sua porta. A sua riqueza tornara-se uma prisão invisível, com grades de rotina, indiferença e autorreferencialidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A cegueira e a surdez do conforto</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A zona de conforto é um dos conceitos mais perigosos da modernidade. Está incluído nele que o bem-estar é um direito a proteger, mais do que um dom a compartilhar. Convence-nos que preservar o nosso equilíbrio é mais importante do que abrir-nos ao grito dos outros. Sussurra-nos que já fizemos bastante, que podemos finalmente descansar, que os outros problemas não nos dizem respeito diretamente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A cegueira do rico não era física, mas espiritual. Via o seu palácio, os seus hábitos, a sua mesa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">preparada. Mas não via Lázaro. Não porque Lázaro estivesse escondido, mas porque o rico havia desenvolvido aquela especial forma de cegueira que filtra a realidade, deixando passar só aquilo que confirma a própria visão do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E havia também a surdez. O texto revela-nos este segundo defeito quando o homem, do além, suplica a Abraão que envie alguém dos mortos para que os seus irmãos escutem. Mas era ele que não havia escutado! Era surdo ao grito silencioso da pobreza, àquele sofrimento que não grita, mas subsiste, que não perturba, mas existe, que não reclama, mas espera.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A escuta interior como condição indispensável da escuta exterior</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como se ultrapassa esta dupla paralisia da cegueira e da surdez? A resposta não consiste num simples esforço de vontade ou num programa de atividades sociais. A resposta consiste numa conversão mais profunda: não podemos ver Cristo no pobre, se não contemplarmos Cristo dentro de nós. Não podemos escutar o grito dos vulneráveis, se não estivermos sintonizados com a voz de Deus no nosso coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As grandes testemunhas da caridade – de Dom Bosco a Madre Teresa de Calcutá – não partiram de uma análise lógica da pobreza, mas de uma experiência mística do amor de Deus. A sua capacidade de ver, escutar e responder ao exterior nascia de uma vida interior intensa, de uma contemplação que não era fuga do mundo, mas preparação para o encontro com o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é o paradoxo: quanto mais se desce na profundidade do próprio coração para aí reconhecer o amor de Deus, mais se adquire a capacidade de sair de si para ir ao encontro do outro. A vida espiritual não é um fechar-se em si narcisístico, mas o afastamento necessário para desenvolver aquela sensibilidade que nos permite perceber Cristo onde quer que se manifeste.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A missão como condivisão da riqueza</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cada pessoa é uma missão. Esta afirmação não significa que todos devemos tornar-nos ativistas frenéticos ou empenhar-nos em projetos grandiosos. Significa antes que a riqueza que recebemos – material, cultural, espiritual, existencial – não é propriedade exclusiva nossa, mas um dom destinado a circular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem ama põe-se sem movimento, sai de si, deixa-se atrair e atrai à sua volta. O amor é dinâmico por natureza: não pode ser acumulado, conservado, blindado numa zona de conforto. Ou o compartilhamos, ou o perdemos. Ou o fazemos circular, ou se corrompe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desafio, portanto, não é renunciar à riqueza existencial, mas possuí-la de modo diferente: não como proprietários ciosos, não como ponto de chegada, mas como ponto de partida para novos percursos de partilha.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Minoria criativa e sinais de esperança</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Num mundo marcado por crescentes desigualdades e indiferenças estruturais, quem escolhe não se tornar cego e surdo torna-se necessariamente uma minoria. Mas esta é uma minoria criativa, capaz de acender luzes de esperança ainda que pequenas, mas certamente contagiantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esperança não é otimismo ingénuo nem resignação passiva. A esperança é uma pessoa: Cristo, que continua a interpelar-nos através de todos os Lázaros que jazem à porta da nossa existência. Reconhecê-l’O ali, no rosto desfigurado do pobre, no grito silencioso do excluído, no sofrimento ignorado do vulnerável, é o único modo de não nos tornarmos escravos da nossa riqueza, de não acabarmos consumidos pelo nosso próprio bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A parábola inculca-nos com urgência: hoje, já, antes que seja demasiado tarde, abrir os olhos e os ouvidos à realidade que nos rodeia. Porque amanhã, do outro lado, de nada servirá chorar por não ter visto nem escutado.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/um-desafio-a-nossa-humanidade-a-riqueza-que-corre-o-risco-de-nos-tornar-cegos-e-surdos/">UM DESAFIO À NOSSA HUMANIDADE. A riqueza que corre o risco de nos tornar cegos e surdos</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://missaosalesiana.org.br/um-desafio-a-nossa-humanidade-a-riqueza-que-corre-o-risco-de-nos-tornar-cegos-e-surdos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fé vivida na caridade é caminho de renovação interior e encontro com Cristo</title>
		<link>https://missaosalesiana.org.br/fe-vivida-na-caridade-e-caminho-de-renovacao-interior-e-encontro-com-cristo/</link>
					<comments>https://missaosalesiana.org.br/fe-vivida-na-caridade-e-caminho-de-renovacao-interior-e-encontro-com-cristo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Euclides Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Jan 2026 21:35:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Delmiro]]></category>
		<category><![CDATA[Epifania]]></category>
		<category><![CDATA[natal]]></category>
		<category><![CDATA[retiro]]></category>
		<category><![CDATA[salesianos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.missaosalesiana.org.br/?p=89241</guid>

					<description><![CDATA[<p>Homilia proferida pelo salesiano P. Delmiro Júnior na Santa Missa do dia 09/01/26 &#8211; Tempo do Natal &#8211; Sexta-feira depois da Epifania Queridos irmãos, já estamos prestes a concluir nosso itinerário dos exercícios espirituais deste ano. Conduzidos pelo Espírito Santo, cada um, a seu modo, deixou-se renovar interiormente para uma resposta mais plena e feliz [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/fe-vivida-na-caridade-e-caminho-de-renovacao-interior-e-encontro-com-cristo/">Fé vivida na caridade é caminho de renovação interior e encontro com Cristo</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Homilia proferida pelo salesiano P. Delmiro Júnior na Santa Missa do dia 09/01/26</strong> &#8211; <strong>Tempo do Natal &#8211; Sexta-feira depois da Epifania</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Queridos irmãos, já estamos prestes a concluir nosso itinerário dos exercícios espirituais deste ano. Conduzidos pelo Espírito Santo, cada um, a seu modo, deixou-se renovar interiormente para uma resposta mais plena e feliz do dom de si. A Eucaristia é dom e entrega que renova o único e definitivo sacrifício de Cristo na cruz, quando é também, o banquete do Cordeiro, que vivo e ressuscitado está à direita do Pai é nosso eterno intercessor. Por isso, meus irmãos, deixemo-nos formar pelos ensinamentos de Cristo, celebremos com fé e devoção os divinos mistérios, a fim que possamos ser “eucaristias vivas” para um mundo sedento de sentido de plenitude, de vida e paz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos também quase finalizando o tempo do Natal, vivemos esta semana após a Solenidade da Epifania do Senhor, e ainda, ressoa em nossos corações o que os magos, vindos do oriente, dizem a Herodes: “Onde está o rei dos judeus? Vimos sua estrela no oriente e viemos adorá-lo” O coração dos povos da terra se enchem de santa alegria, pois as promessas de salvação se realizaram no nascimento do menino-Deus: Jesus é a nossa salvação! Ele é o príncipe da paz!</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais profundo do coração de cada homem e mulher estão inscritos o desejo de plenitude, a busca do Absoluto. Por vezes, temos a experiência, e constatamos no dia a dia, que somos fracos, e neste sentido, necessitamos de força para seguir em gente; e ainda que tenhamos as mais perfeitas estruturas lógicas e teorias muito claras comprovadas em nossos laboratórios de ciências, estamos sempre desejosos de abertura ao excelso e ao infinito. Em outras palavras, temos desejo de Deus. Muito nos reconforta saber que este “desejo de Deus”, não é uma mera “aposta humana”, mas é desde sempre uma iniciativa divina, como repetia o saudoso Papa Francisco: “Deus é quem se <em>aprimeira</em> de nós!”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste sentido, queridos irmãos, a busca de Deus não é preenchimento de nossas carências, de nossos medos, ou de nossa fraqueza, mas é sim uma resposta de amor! E se é puro amor que nos leva a buscar o Criador, é também por amor que Ele vem a nós. O Deus invisível aproxima-se de nós na plenitude dos tempos, encarnando-se, “nascendo segundo a carne de uma mulher”, e assim, associando a cada um de nós para que participemos de sua divindade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O coração humano é guiado pela fé! Muitas vezes, as pessoas pensam que “ter fé” é esperar e constatar atos miraculosos, por meio dos quais, Deus intervém na ordem natural das coisas. Ou ainda, a fé se expressa, em mero sentimento de contentamento, reduzindo-se muitas vezes a “uma satisfação psicológica”. Como podemos meditar à luz da Palavra de Deus, seguindo o exemplo dos Magos que vieram do Oriente: a é fé uma experiência que envolve todo o nosso ser, e nos coloca numa perspectiva de ação. O “homem de fé age” mediante a virtude da caridade, ou como diz o apóstolo Paulo: “A fé agindo pela caridade”. A atitude dos Magos revela-nos isso: “vimos sua estrela, e viemos adorá-lo”. O fato de perceberem um sinal no céu, “um corpo celeste” diferente dos outros até então não observado, não os paralisa e não os enche de uma alegria momentânea, mas os colocam numa atitude, pois eles vão, seguem a estrela, são iluminados pela luz e podem desse modo encontrarem-se com a verdadeira Luz, que é Cristo Senhor, <em>Lumen gentium</em> (Luz dos povos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Meus irmãos, a fé é a estrela que conduz os homens de todos os tempos e lugares ao encontro com Cristo! A representação simbólica da estrela como algo que representa a fé, podemos encontrar na interpretação dos Santos Padres, mas encontra-se no brasão da Congregação salesiana: a âncora, símbolo da esperança; o coração símbolo da caridade e a estrela, símbolo da fé. Em nossa identidade carismática as virtudes teologais são paradigmáticas, pois moldam o coração do consagrado salesiano que vive a fé como uma experiência cotidiana da entrega amorosa, que nos faz superar nossos limites e fraquezas, pois o salesiano como homem de fé, é alguém que experimenta a esperança que o renova no otimismo e amizade com Jesus Cristo, na vivencia da eucaristia, não só celebrada por meio dos ritos litúrgicos, mas principalmente na união do seu coração ao Coração de Cristo, o bom Pastor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A liturgia de hoje, propõe-nos um caminho de renovação interior, de esperança e de otimismo diante da vida. Estamos lendo na primeira leitura das Missas de semana, neste tempo do Natal, a Primeira carta de São João, conhecida junto com outros escritos, como “cartas católicas”, ou seja, não direcionada a uma pessoa ou comunidade, e talvez muito menos para resolver problemas comunitários, mas para recordar aos discípulos de Jesus, o essencial da vida cristã, que é viver mergulhado no mistério de Deus, ou seja, viver de fé, de esperança e de caridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evangelista São João, nos fala em primeiro lugar que: Deus é amor, que nós vivemos em Deus quando também amamos à medida de Cristo, homem perfeito. Neste sentido, conjuga-se o amor a Deus e o amor ao próximo como expressão da verdadeira e genuína experiência de vida cristã. E desse modo, a fé modela essa experiência que não é fruto de uma ideia ou de um sentimento, mas uma ação que constrói relações que valorizam e dignificam o próximo: o Catecismo da Igreja Católica nos recorda que amar é querer e fazer o bem ao outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira leitura nos convida a reconhecer que Jesus é o Filho de Deus, reconhecer que ele vem da parte de Deus o Pai, para nos redimir dos pecados e vencer a morte, a fim de que participemos de sua vida divina. O apostolo Paulo nos diz que em Cristo, somos mais que vencedores, e o que significa para nós hoje, “vencer o mundo”? Segundo João, o Espirito é quem dá testemunho de que Jesus é o Filho de Deus, e que reconhecendo-o como tal, temos a vida. Desde já temos a vida Nele pelo santo batismo, que nos configurou a Cristo, tornando-nos membros de sua Igreja e herdeiros do céu. Por isso, renascidos pelo mistério de sua Páscoa, temos firme esperança de gozar um dia da felicidade eterna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No encontro de Jesus com um leproso, o evangelista Lucas nos revela as ações amorosas de Jesus, que se faz próximo daquele que todos excluíam. Recordemos que os leprosos eram banidos da vida da comunidade, não participavam do culto oficial e eram entregues a seu triste destino: morrer abandonado por uma doença incurável que os tornava impuros, e por isso distante de Deus. A ação de Jesus, que “quer purificar este homem”, não só o integra no seio a comunidade, por meio do “rito de purificação”, que segundo Lucas, “era prova de sua purificação”. O rito externo é prova para as autoridades religiosas, mas a verdadeira cura, ou melhor, sua purificação, é aquela que lhe devolve a vida e dignidade, que faz com que este homem leproso vença a doença, por meio da “força palavra de Jesus”, carregada de amor, liberdade e poder: “Eu quero, fique purificado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Queridos irmãos, a vida não é fácil, somos afligidos de todos os lados, mas permanecemos firmes no Senhor! Por isso, assumamos nossa vida de fé que é um caminho, e neste caminho é o Espirito Santo que nos conduz ao encontro de Jesus: quando no caminho encontrarmos medo, angústia e dor, miremos a cruz do Senhor, e caminhemos atrás deles como verdadeiros discípulos. Deixemo-nos tocar pelo Senhor, todas as vezes que escutarmos sua Palavra e de forma mais sublime e real, deixemos que Cristo, no Santíssimo Sacramento toque a nossa alma, a fim de que nos transformemos naquele que recebemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim seja!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>RETIRO ANUAL DOS SALESIANOS – 4 A 10 DE JANEIRO DE 2026</strong> <strong>(Lagoa da Cruz – Campo Grande-MS)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Campo Grande-MS, 05 de janeiro de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">P. Delmiro Vieira do Nascimento Junior, sdb.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/fe-vivida-na-caridade-e-caminho-de-renovacao-interior-e-encontro-com-cristo/">Fé vivida na caridade é caminho de renovação interior e encontro com Cristo</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://missaosalesiana.org.br/fe-vivida-na-caridade-e-caminho-de-renovacao-interior-e-encontro-com-cristo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Gruta de Natal Onde o Céu se encontra com a Terra</title>
		<link>https://missaosalesiana.org.br/a-gruta-de-natal-onde-o-ceu-se-encontra-com-a-terra/</link>
					<comments>https://missaosalesiana.org.br/a-gruta-de-natal-onde-o-ceu-se-encontra-com-a-terra/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 12:52:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Reitor Mor]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Céu]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Fabio Attard]]></category>
		<category><![CDATA[natal]]></category>
		<category><![CDATA[Presépio]]></category>
		<category><![CDATA[reitor-mor]]></category>
		<category><![CDATA[terra]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.missaosalesiana.org.br/?p=87720</guid>

					<description><![CDATA[<p>Artigo escrito pelo Reitor-mor salesiano, Dom Fabio Attard O mistério do Natal começa com um escândalo de amor: o Grande que se faz pequeno. Não é uma imagem poética: é a realidade mais explosiva da história humana. Deus, o infinito, escolhe fazer-se finito; o Omnipotente escolhe a fragilidade de um recém-nascido que não sabe falar [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/a-gruta-de-natal-onde-o-ceu-se-encontra-com-a-terra/">A Gruta de Natal Onde o Céu se encontra com a Terra</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Artigo escrito pelo Reitor-mor salesiano, Dom Fabio Attard</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O mistério do Natal começa com um escândalo de amor: o Grande que se faz pequeno. Não é uma imagem poética: é a realidade mais explosiva da história humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deus, o infinito, escolhe fazer-se finito; o Omnipotente escolhe a fragilidade de um recém-nascido que não sabe falar nem andar nem se defender. É a gratuidade pura que se manifesta, um dom que não pede nada em troca, que não põe condições de acesso.</p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li><strong>RECONHECER A GRATUIDADE: Deus Vem Sem Condições</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">A gruta de Belém é a encruzilhada humana mais humilde que se possa imaginar. Não um Palácio, nem um templo majestoso, nem sequer uma casa digna. Uma gruta, o refúgio para animais, em que o frio penetra e o cheiro é o da terra e da palha. Ali não há barreiras de entrada, não é preciso convite, nem um fato especial. A porta está aberta a todos: aos pastores com as suas mantas sujas, aos pobres, aos excluídos, a quem não tem nada que oferecer senão a sua própria humanidade ferida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São Paulo no-lo relembra com palavras que atravessam os séculos: ‘assumindo a condição de servo’ (Fl 2,7). O Criador do universo despoja-se da sua glória, renuncia às suas prerrogativas divinas, para vestir os trapos do servo. Não vem como conquistador, nem como juiz severo que exige contas. Vem como quem serve, como quem se ajeita no último lugar, como quem lava os pés antes mesmo de ensinar a caminhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta gratuidade interpela-nos profundamente. Num mundo em que tudo tem preço, em que toda relação parece basear-se no intercâmbio, em que o mesmo amor muitas vezes se torna condicionado, o Natal recorda-nos que existe um dom completamente gratuito. Reconhecer esta gratuidade significa aceitar ser amado sem méritos, ser procurado quando se está longe, ser desejado quando alguém se sente indigno.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>INTERPRETAR A PROXIMIDADE: Deus Entra Em Nossa História</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo movimento do Natal é o da proximidade radical. Deus não observa a história humana de longe, como espectador distante. Entra na história, com os seus protagonistas tais como são: imperfeitos, contraditórios, frágeis. José com suas dúvidas, Maria com seus temores, os pastores com sua marginalização social, os Magos com sua busca inquieta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nossa história pessoal, com todas as suas pregas obscuras e as suas zonas de sombra, faz parte da Sua história. Não somos estrangeiros, não somos hóspedes indesejados. Somos filhos e filhas, parte de uma família que Deus nunca renega. O Natal diz-nos que Deus não despreza a criação, não olha para as suas criaturas com desgosto ou desilusão. Pelo contrário, abraça-as precisamente na sua consistência, na sua humanidade autêntica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada um de nós tem sua personalidade única, uma história irrepetível. Há quem seja exuberante e quem seja reservado, quem seja forte e quem seja frágil, quem tenha feridas abertas e quem tenha cicatrizes ocultas. Deus veio ao nosso encontro exatamente onde estamos, não onde gostaríamos de estar ou onde pensamos dever estar. Vem ao encontro do alcoólico no seu bar, do preso na sua cela, da mãe exausta na sua cozinha, do estudante na solidão, do idoso no seu silêncio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas esta proximidade não é estática, não é resignada. Deus vem ao nosso encontro onde estamos para nos conduzir aonde merecemos estar. Não ‘merecemos’ pelos nossos esforços ou pelas nossas virtudes, mas enquanto filhos amados. Merecemos a plenitude da vida, a alegria profunda, a dignidade recuperada, as relações sanadas. A proximidade de Deus é dinâmica: é uma mão estendida que nos convida a levantar-nos de novo; é uma voz que sussurra “vem para mais adiante”; é uma presença que caminha ao nosso lado em direção a horizontes mais luminosos.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>ESCOLHER O ACOLHIMENTO: A Verdade Bate à Porta da Liberdade</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">É este o terceiro movimento, talvez o mais delicado: o acolhimento. Na Gruta joga-se o desafio da nossa vida. Não é um exagero retórico: é a verdade mais profunda do nosso existir. Aquela Gruta é a imagem de todas as nossas grutas interiores, daqueles espaços escondidos do coração onde se decide&nbsp;<em>quem</em>&nbsp;queremos ser.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Verdade – que não é uma ideia abstrata, mas uma Pessoa: aquele Menino na manjedoura – bate à porta da nossa liberdade. É um bater discreto, delicado, jamais violento. Deus poderia arrancar a porta, poderia impor-se pela força da sua onipotência. Mas escolhe mendigar. O Divino – paradoxo estupefaciente! – torna-se mendigo da Humanidade. Aquele que tudo criou pede-nos a nós, suas criaturas, que Lhe dêmos lugar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Verdade chama, aguardando que a Liberdade responda. Não há coação, não há manipulação. Há só um convite, renovado todos os dias, a todo o instante: “Queres escolher-Me?”. É a liberdade humana que, a um só tempo frágil e poderosa, deve decidir. Podemos fechar a porta, podemos fazer de conta que não ouvimos, podemos adiar para amanhã. Ou, então, podemos abrir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escolher o acolhimento significa reconhecer a nossa indigência. Como aquela gruta era um espaço vazio pronto a ser preenchido, assim também nós devemos esvaziar-nos das nossas presunções, das nossas autossuficiências, dos nossos ídolos. O acolhimento requer espaço interior. Não podemos acolher Deus se já estivermos entulhados de nós mesmos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, se escolhemos abrir aquela porta, se dissermos o nosso sim, explode o milagre: a gruta pobre torna-se catedral de luz; a nossa vida habitual converte-se em lugar de Presença; as nossas fragilidades mudam-se em espaços em que a Graça pode atuar. É que o acolhimento transforma: já não somos os mesmos depois de acolher aquela Vida que vem nos visitar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Natal, portanto, é este tríplice movimento que nos envolve inteiramente: reconhecer a gratuidade escandalosa de um Deus que se faz pequeno; interpretar a proximidade de Quem entra para a nossa história concreta; optar pelo acolhimento e abrir o coração à verdade que lhe bate à porta. Na Gruta de Belém, tal como na gruta do nosso coração, decide-se tudo. Cada Natal é a oportunidade de responder novamente àquela pergunta &#8211; tão antiga e sempre nova &#8211; : “Há um lugar para Ele?”.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph"><strong>Dom Fabio Attard</strong> &#8211; Reitor-mor salesiano</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/a-gruta-de-natal-onde-o-ceu-se-encontra-com-a-terra/">A Gruta de Natal Onde o Céu se encontra com a Terra</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://missaosalesiana.org.br/a-gruta-de-natal-onde-o-ceu-se-encontra-com-a-terra/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Santa Maria Troncatti FMA: Mulher de Fé, Missionária, Construtora da Paz</title>
		<link>https://missaosalesiana.org.br/santa-maria-troncatti-fma-mulher-de-fe-missionaria-construtora-da-paz/</link>
					<comments>https://missaosalesiana.org.br/santa-maria-troncatti-fma-mulher-de-fe-missionaria-construtora-da-paz/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 11:58:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Reitor Mor]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Troncatti]]></category>
		<category><![CDATA[missionária]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.missaosalesiana.org.br/?p=85273</guid>

					<description><![CDATA[<p>A vida de Santa Maria Troncatti, mulher das montanhas que se tornou missionária na Amazônia, fala com força ao nosso tempo. Sua experiência, apesar da simplicidade de suas origens, oferece respostas concretas às perguntas que atravessam nossa época: como viver uma vida significativa? Como exercer uma liderança autêntica? Como construir pontes em uma sociedade fragmentada? [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/santa-maria-troncatti-fma-mulher-de-fe-missionaria-construtora-da-paz/">Santa Maria Troncatti FMA: Mulher de Fé, Missionária, Construtora da Paz</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A vida de Santa Maria Troncatti, mulher das montanhas que se tornou missionária na Amazônia, fala com força ao nosso tempo. Sua experiência, apesar da simplicidade de suas origens, oferece respostas concretas às perguntas que atravessam nossa época: como viver uma vida significativa? Como exercer uma liderança autêntica? Como construir pontes em uma sociedade fragmentada?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A COERÊNCIA COMO FUNDAMENTO DA AÇÃO</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maria descobriu sua vocação através da leitura do Boletim Salesiano. Foi uma faísca que acendeu uma profunda consciência, amadurecendo em uma decisão que orientaria toda a sua existência. A escolha envolveu custos pessoais significativos, mas Maria compreendeu uma verdade essencial: “A gente se doa uma vez só e para sempre”. Esta primeira mensagem interpela-nos diretamente: quando identificamos o que dá sentido às nossas ações, devemos vivê-lo com total coerência, sem compromissos que esvaziem a sua essência. Maria também encontrava sentido nas ações quotidianas aparentemente marginais, ensinando-nos que a excelência não consiste em realizar gestos extraordinários, mas em enfrentar com dedicação extraordinária as responsabilidades ordinárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A PROATIVIDADE COMO EXPRESSÃO DE RESPONSABILIDADE</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Vamos, que eu já vou” era a resposta constante de Maria. A qualquer hora, em qualquer condição, ela se colocava à disposição. Ela não esperava passivamente que as necessidades se manifestassem: ela as antecipava, as interceptava, as enfrentava. Quando chegou ao Equador, ela declarou: “Vou de todo o coração: meus pensamentos estão sempre na missão”. Esse “de todo o coração” representa um elemento distintivo da ação eficaz: não se trabalha com indiferença ou distanciamento. Qualquer que seja o nosso âmbito de responsabilidade, ele exige um investimento total de nossa energia e paixão. Diante dos resultados excepcionais de seus cuidados médicos, Maria mantinha lucidez e humildade: “É Deus que faz tudo. Eu rezo e Ele cura. Eu não sou nada”. Essa consciência nos remete a uma verdade fundamental: somos instrumentos a serviço de algo maior, colaboradores na promoção de contextos mais humanos, saudáveis e ricos em relações. Seu programa era claro: “Coração grande, coração de mãe&#8230; coração mais bondoso que justo”. Em um contexto muitas vezes caracterizado pelo cinismo e pela dureza, isso representa um desafio contra a corrente: agir com generosidade, com capacidade de compreensão que vai além da mera aplicação de regras, com disponibilidade autêntica para a doação de si mesmo pelo bem comum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A CONSTRUÇÃO DA PAZ COMO ESCOLHA CONCRETA</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na selva amazônica, Maria se viu imersa em violentos conflitos entre colonos e populações indígenas. Ela escolheu deliberadamente ser mediadora, construir o diálogo, oferecer reconciliação. Ela fez isso concretamente, cuidando de todos sem distinção. Maria não se apresentava como uma figura sem limites. Com honestidade, ela reconhecia: “Não sou boa, mas quero ser santa”. Reconhecia seu caráter impetuoso, mas trabalhava constantemente para transformá-lo. Esta mensagem é libertadora: não é necessário ser perfeito para agir de forma significativa. É necessário querer sinceramente crescer, melhorar, transformar-se. Esse processo de autenticidade gera um testemunho crível. Maria, nas várias situações críticas, comunica uma determinação fruto de uma personalidade madura. Essa qualidade nos interpela de maneira muito próxima: em uma época caracterizada por incertezas e medos generalizados, é necessária a coragem da coerência. Não a coragem de quem é inconsciente, mas de quem, mesmo consciente dos riscos, escolhe agir de acordo com seus valores. Sua força provinha da dimensão espiritual, da oração, da Eucaristia. Se quisermos gerar transformações autênticas, devemos cultivar essa dimensão interior que nos enraíza e nos orienta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O CHAMADO QUE RESSOA HOJE</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando lhe traziam crianças que, segundo a “lei da selva”, deveriam morrer, Maria proclamava: “Eu mesma gritarei aos quatro ventos: tragam todos eles para mim! Eu serei mãe para eles!”. Hoje, essa voz ressoa como um chamado universal: somos chamados a defender o valor de cada pessoa, a combater a cultura do descarte, a testemunhar que o amor é mais forte que o ódio, que a paz é possível, que vale a pena investir a própria vida pelos outros. Maria concluiu sua existência afirmando: “Não tenho nada mais a dar além de mim mesma”. E isso foi mais do que suficiente. Quando se dá tudo com autenticidade, essa oferta gera frutos que vão além de qualquer expectativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A MENSAGEM DA IRMÃ MARIA TRONCATTI</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vida da Irmã Maria Troncatti nos comunica hoje que a autenticidade, a coragem, a dedicação total e a capacidade de construir pontes não são qualidades abstratas, mas escolhas concretas do dia a dia. Cada um de nós tem uma contribuição única e irrepetível a oferecer. Somos chamados a descobrir essa contribuição específica e a realizá-la com inteligência, coragem e esperança. Não como imitações de outros modelos, mas como pessoas autênticas que, em sua singularidade, sabem responder aos desafios de seu tempo com a mesma radicalidade e dedicação que caracterizaram Maria Troncatti: mulher de fé, missionária, construtora da paz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dom Fabio Attard, SDB – Reitor-Mor</p>



<p class="wp-block-paragraph">(Discurso – Abertura das Celebrações pela Canonização de Ir. Maria Troncatti, FMA)</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/santa-maria-troncatti-fma-mulher-de-fe-missionaria-construtora-da-paz/">Santa Maria Troncatti FMA: Mulher de Fé, Missionária, Construtora da Paz</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://missaosalesiana.org.br/santa-maria-troncatti-fma-mulher-de-fe-missionaria-construtora-da-paz/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Profetas do perdão e da gratuidade</title>
		<link>https://missaosalesiana.org.br/profetas-do-perdao-e-da-gratuidade-2/</link>
					<comments>https://missaosalesiana.org.br/profetas-do-perdao-e-da-gratuidade-2/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Euclides Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 12:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Reitor Mor]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Fabio Attard]]></category>
		<category><![CDATA[gratuidade]]></category>
		<category><![CDATA[profetas]]></category>
		<category><![CDATA[reitor-mor]]></category>
		<category><![CDATA[Roma]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.missaosalesiana.org.br/?p=81567</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nestes tempos em que as notícias diárias relatam experiências de conflito, guerra e ódio, existe o risco de que nós, como pessoas que acreditam em Deus, nos limitemos a interpretar os acontecimentos apenas no campo político ou a tomar partido de um lado ou de outro segundo nossas próprias visões e modos de compreender a [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/profetas-do-perdao-e-da-gratuidade-2/">Profetas do perdão e da gratuidade</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nestes tempos em que as notícias diárias relatam experiências de conflito, guerra e ódio, existe o risco de que nós, como pessoas que acreditam em Deus, nos limitemos a interpretar os acontecimentos apenas no campo político ou a tomar partido de um lado ou de outro segundo nossas próprias visões e modos de compreender a realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No discurso de Jesus que segue às bem-aventuranças, o Senhor apresenta uma série de pequenas e grandes lições que sempre começam com a frase: “Ouvistes o que foi dito”. Em uma delas, Ele recorda o antigo ensinamento: “Olho por olho e dente por dente” (Mt 5,38).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fora da lógica do Evangelho, essa lei não é contestada e pode até ser entendida como regra para ajustar contas com quem nos ofendeu. A vingança é vista como direito e até como dever.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus, diante dessa lógica, apresenta uma proposta completamente diferente e oposta. Àquilo que ouvimos, Ele responde: “Eu, porém, vos digo” (Mt 5,39). Nesse ponto, como cristãos, precisamos prestar atenção. Suas palavras têm peso não apenas pelo conteúdo, mas porque expressam de modo sintético toda a sua mensagem. Jesus não nos oferece apenas outra interpretação da realidade. Ele não amplia o leque de opiniões sobre os fatos da vida. Jesus não é mais uma opinião. Ele encarna a alternativa à lei da vingança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A frase “Eu, porém, vos digo” é essencial porque já não se trata apenas de palavras, mas da própria pessoa de Jesus. O que Ele comunica, Ele vive. Quando diz: “Não enfrenteis o mal com o mal; ao contrário, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mt 5,39), viveu isso em sua própria carne. Não podemos acusar Jesus de incoerência entre o que ensinava e o que realizava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aplicadas ao nosso tempo, essas palavras correm o risco de parecer expressão de fraqueza, reação de quem não sabe reagir, mas apenas sofrer. De fato, sem olhar para Jesus que se entrega na cruz, essa impressão pode surgir. Contudo, sabemos que o sacrifício na cruz nasce justamente da frase “Eu, porém, vos digo”. Tudo o que Jesus disse, Ele assumiu plenamente, e ao assumir alcançou a vitória da cruz. Sua lógica parece revelar um perdedor, mas sua mensagem, vivida até o fim, é o remédio de que o mundo precisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser profetas do perdão significa responder ao mal com o bem. Significa decidir que o poder do maligno não definirá nosso modo de compreender a realidade. O perdão não é sinal de fraqueza, mas expressão da liberdade que reconhece as feridas deixadas pelo mal sem transformá-las em depósito de vingança e ódio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Responder ao mal com o mal só aumenta as feridas da humanidade. A paz e a concórdia não crescem no terreno da vingança e do ódio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser profetas da gratuidade exige olhar para o pobre e o necessitado não com a lógica do lucro, mas com a lógica da caridade. O pobre não escolhe a pobreza, mas quem tem condições pode escolher a generosidade, a bondade e a compaixão. O mundo seria outro se os líderes políticos, diante do aumento de guerras e divisões, tivessem a sensatez de olhar para os que mais sofrem com essas situações: os pobres, os marginalizados, os que não têm como escapar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se nos limitarmos a uma leitura puramente horizontal da realidade, restará apenas o desânimo e as críticas. Mas nós somos educadores da juventude. Sabemos que os jovens buscam referências de humanidade verdadeira e líderes capazes de agir com justiça e paz. Porém, quando olham ao redor, encontram o vazio de uma visão empobrecida da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós, que assumimos a educação dos jovens, carregamos uma responsabilidade grande. Não basta lamentar a ausência de lideranças. Não basta dizer que não há propostas capazes de entusiasmar a juventude. Cabe a cada um de nós acender a chama da esperança na escuridão e oferecer, no dia a dia, exemplos concretos de humanidade vivida. Por isso, hoje vale a pena ser profetas do perdão e da gratuidade</p>



<p class="wp-block-paragraph">Don Fabio Attard &#8211; Reitor-mor</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/profetas-do-perdao-e-da-gratuidade-2/">Profetas do perdão e da gratuidade</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://missaosalesiana.org.br/profetas-do-perdao-e-da-gratuidade-2/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Profetas do Perdão e da Gratuidade</title>
		<link>https://missaosalesiana.org.br/profetas-do-perdao-e-da-gratuidade/</link>
					<comments>https://missaosalesiana.org.br/profetas-do-perdao-e-da-gratuidade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Euclides Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 11:24:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Reitor Mor]]></category>
		<category><![CDATA[Fabio Attard]]></category>
		<category><![CDATA[gratuidade]]></category>
		<category><![CDATA[Perdão]]></category>
		<category><![CDATA[profetas]]></category>
		<category><![CDATA[Roma]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.missaosalesiana.org.br/?p=80596</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nestes tempos em que as notícias, diariamente, comunicam experiências de conflito, guerra e ódio, existe o grande risco de que nós, como crentes, sejamos envolvidos por uma leitura dos acontecimentos reduzida ao nível político. Também corremos o risco de nos limitarmos a tomar partido, baseados em argumentos moldados por nossa própria forma de ver e [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/profetas-do-perdao-e-da-gratuidade/">Profetas do Perdão e da Gratuidade</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nestes tempos em que as notícias, diariamente, comunicam experiências de conflito, guerra e ódio, existe o grande risco de que nós, como crentes, sejamos envolvidos por uma leitura dos acontecimentos reduzida ao nível político. Também corremos o risco de nos limitarmos a tomar partido, baseados em argumentos moldados por nossa própria forma de ver e interpretar a realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No discurso de Jesus que se segue às bem-aventuranças, o Senhor apresenta uma série de pequenas — mas profundas — lições. Todas elas começam com a expressão: “Ouvistes o que foi dito”. Em uma dessas lições, Ele recorda o antigo ensinamento: “Olho por olho e dente por dente” (Mt 5,38).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fora da lógica do Evangelho, essa lei não apenas deixa de ser contestada, mas chega a ser aceita como norma para ajustar contas com quem nos ofendeu. Vingar-se passa a ser compreendido como um direito, até mesmo como um dever.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus se posiciona diante dessa lógica com uma proposta completamente diferente, absolutamente contrária. Ao que foi dito, Jesus responde: “Eu, porém, vos digo” (Mt 5,39). Como cristãos, devemos prestar muita atenção a essas palavras. Elas não são importantes apenas em si mesmas, mas porque expressam, de forma sintética, toda a mensagem de Jesus. Ele não diz que existe outro modo de interpretar a realidade. Ele não se limita a ampliar o leque de opiniões sobre os acontecimentos da vida. Jesus não é apenas mais uma opinião: Ele encarna uma proposta alternativa à lógica da vingança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A frase “Eu, porém, vos digo” é de importância fundamental, pois, agora, não se trata apenas de uma palavra pronunciada, mas da própria pessoa de Jesus. Aquilo que Ele comunica, vive em sua própria experiência. Quando diz: “Não enfrenteis quem é mau. Ao contrário, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mt 5,39), Ele próprio viveu essas palavras. Não se pode dizer de Jesus que prega o bem, mas age de forma incoerente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Voltando ao nosso tempo, essas palavras de Jesus podem parecer, a muitos, como expressão de fraqueza — uma reação de quem não sabe reagir, apenas sofrer. De fato, essa impressão se confirma quando não olhamos para Jesus crucificado, que se entregou totalmente na cruz. No entanto, sabemos que o sacrifício do madeiro nasce da frase: “Eu, porém, vos digo”. Tudo o que Jesus anunciou, Ele assumiu integralmente. E, ao fazê-lo, conseguiu passar da cruz à vitória. A lógica de Jesus pode parecer a de um perdedor, mas sabemos que a mensagem vivida por Ele é justamente o remédio de que o mundo hoje tanto necessita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser profeta do perdão significa responder ao mal com o bem. Significa ter a firme convicção de que o poder do mal não condicionará a forma como vejo e interpreto a realidade. O perdão não é sinal de fraqueza. Pelo contrário, ele representa a liberdade interior de quem reconhece as feridas provocadas pelo mal, mas não permite que essas feridas se tornem depósito de vingança ou ódio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reagir ao mal com o mal apenas aprofunda as feridas da humanidade. A paz e a concórdia não nascem do terreno do ódio e da retaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser profeta da gratuidade exige de nós a capacidade de olhar para o pobre e o indigente não pela lógica do lucro, mas pela lógica da caridade. O pobre não escolheu ser pobre. Quem está em situação favorável, porém, pode escolher ser generoso, bom e compassivo. Como seria diferente o mundo se, diante do aumento dos conflitos e das guerras, os líderes políticos tivessem a sensatez de olhar para aqueles que pagam o preço das divisões: os pobres, os marginalizados, os que não têm como fugir porque não têm recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se partirmos de uma leitura puramente horizontal da realidade, temos motivos para o desespero. Resta-nos o lamento e a crítica. Mas isso não basta. Somos educadores de jovens. Sabemos que eles, neste mundo, buscam referências de humanidade verdadeira. Procuram líderes que saibam interpretar a realidade com justiça e promover a paz. No entanto, quando olham à sua volta, frequentemente percebem o vazio de uma visão empobrecida da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nós, que nos dedicamos à educação da juventude, temos grande responsabilidade. Não basta constatar a ausência de lideranças ou a falta de propostas que entusiasmem os jovens. Cabe a cada um de nós acender uma luz de esperança em meio à escuridão, oferecendo exemplos concretos de humanidade vivida no cotidiano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De fato, hoje vale a pena ser profeta do perdão e da gratuidade.</p>



<p class="has-text-align-right wp-block-paragraph">Don Fabio Attard &#8211; Reitor-mor</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/profetas-do-perdao-e-da-gratuidade/">Profetas do Perdão e da Gratuidade</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://missaosalesiana.org.br/profetas-do-perdao-e-da-gratuidade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Síndrome de Filipe e a de André</title>
		<link>https://missaosalesiana.org.br/a-sindrome-de-filipe-e-a-de-andre/</link>
					<comments>https://missaosalesiana.org.br/a-sindrome-de-filipe-e-a-de-andre/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Euclides Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 12:21:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Reitor Mor]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[itália]]></category>
		<category><![CDATA[reitor-mor]]></category>
		<category><![CDATA[Roma]]></category>
		<category><![CDATA[Síndrome]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.missaosalesiana.org.br/?p=79390</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tudo começa quando, perante a grande multidão faminta, Jesus convida os discípulos a dar-lhes de comer Os pormenores de que falo são, o primeiro, quando Filipe diz que não é possível assumir esse apelo, devido à quantidade de gente presente; e, depois, quando André, por sua vez, faz notar que “está aqui um jovem que [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/a-sindrome-de-filipe-e-a-de-andre/">A Síndrome de Filipe e a de André</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Tudo começa quando, perante a grande multidão faminta, Jesus convida os discípulos a dar-lhes de comer</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pormenores de que falo são, o primeiro, quando Filipe diz que não é possível assumir esse apelo, devido à quantidade de gente presente; e, depois, quando André, por sua vez, faz notar que “está aqui um jovem que traz cinco pães de cevada e dois peixes”, para, a seguir, subvalorizar esta mesma possibilidade com um simples comentário: “mas o que é isto para tanta gente?” (v. 9).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desejo simplesmente partilhar com todos, caríssimas leitoras e leitores, como nós, cristãos, que recebemos o pedido de partilhar a alegria da nossa Fé, algumas vezes, sem saber, podemos ser contagiados pela síndrome de Filipe ou de André. E, algumas vezes, até por ambas!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na vida da Igreja, bem como da Congregação e da Família Salesiana, não faltam &#8211; nunca faltarão &#8211; desafios. O nosso não é um chamado a formar um grupo de pessoas em que se procura apenas estar bem, sem incomodar nem ser incomodado. Não é uma experiência feita de certezas pré-fabricadas. Fazer parte do Corpo de Cristo, não nos deve distrair ou alhear da realidade do mundo, tal qual ela é. Pelo contrário, impele-nos a estar plenamente envolvidos nas vicissitudes da história humana. Isto significa, antes de tudo, ver a realidade não só com os olhos humanos mas também &#8211; e sobretudo &#8211; &nbsp;com os olhos de Jesus. Somos convidados a responder guiados pelo amor que encontra a sua fonte no seu Coração, isto é, a viver para os outros como Ele nos ensina e mostra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A síndrome de Filipe</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A síndrome de Filipe é sutil. E, por isso, também muito perigosa. A análise que Filipe faz é certa. Correta. Sua resposta ao convite de Jesus não é errada: seu raciocínio segue uma lógica humana muito linear. Sem defeitos. Vê a realidade com seus olhos humanos, com mente racional. E, ao fim, inviável. E, perante este modo “racional” de proceder, o faminto desiste de interpelar-me: o problema é dele, não meu. Para sermos mais precisos, à luz daquilo que se vive diariamente, um refugiado devia estar em sua casa e não incomodar-me; o pobre e o doente deveriam arranjar-se: não me cabe a mim ser parte do seu problema, muito menos buscar-lhe a solução. Esta é a síndrome de Filipe, um seguidor de Jesus. Mas, embora a sua maneira de ver e de interpretar a realidade seja firme, ainda está a anos-luz distante da do seu Mestre&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;<strong>A síndrome de André</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segue-se a síndrome de André. Não digo que seja pior que a de Filipe. Mas falta pouco para ser mais&#8230; trágica. É uma síndrome-limite. E cínica. Vê alguma oportunidade possível. Mas não passa disso. Há uma pequeníssima esperança: mas humanamente não é viável&#8230; Então, chega-se ao ponto de desqualificar tanto o dom quanto o doador. E o doador &#8211; que neste caso tem “pouca sorte” &#8211; é um rapaz que está simplesmente pronto a compartilhar aquilo de que dispõe!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Duas síndromes que &#8211; na Igreja e também a nós, pastores e educadores &#8211; ainda nos afetam. Matar uma pequena esperança é mais fácil do que dar lugar à surpresa de Deus, uma surpresa que pode conduzir a uma &#8211; ainda que pequena &#8211; esperança. Deixar-se condicionar por clichês dominantes &#8211; para não aproveitar oportunidades que desafiam leituras e interpretações redutoras &#8211;  é uma tentação permanente. Se não estivermos atentos, tornamo-nos profetas e executores da nossa própria ruína. À força de ficarmos fechados numa lógica humana &#8211; “academicamente” refinada e “intelectualmente” qualificada &#8211; o espaço para uma leitura evangélica torna-se tão cada vez mais reduzido que acaba por se esvair.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando essa lógica humano-horizontal se põe em crise, um dos sinais que suscita para se defender é o do “ridículo”. Quem ousa desafiar a lógica humana deixando entrar a suave brisa do Evangelho, logo será ridicularizado, atacado, zombado. Mas, estranhamente, quando isto se dá, podemos dizer que estamos perante uma senda profética: as águas começam a fluir&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Jesus e as duas síndromes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Jesus ultrapassa as duas síndromes “pegando” nos pães considerados poucos e, por consequência, irrelevantes. Jesus abre a porta àquele espaço profético e de Fé que nos é pedido habitar. Perante a multidão, não podemos contentar-nos com fazer leituras e interpretações autorreferenciais. Seguir Jesus implica transpor o raciocínio humano. Somos chamados a ver os desafios com os Seus olhos. Quando Jesus nos chama, não nos pede soluções, mas total doação de nós mesmos, com aquilo que somos e aquilo que temos. Todavia, há o perigo de que perante o Seu chamado, fiquemos parados, por consequência, escravos do nosso pensamento e ávidos daquilo que julgamos possuir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só na generosidade baseada no abandono à sua Palavra chegaremos a recolher a abundância do agir providencial de Jesus. “Recolheram-nos: e encheram doze cestos de pedaços, dos cinco pães de cevada que sobejaram aos que tinham estado a comer” (v. 13): o pequeno dom do jovem frutifica de maneira surpreendente só porque as duas síndromes não tiveram a última palavra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Papa Bento XVI comenta assim este gesto do moço: “Na cena da multiplicação é indicada também a presença de um jovem que, perante a dificuldade de dar de comer a tantas pessoas, põe em comum aquele pouco de que dispõe: cinco pães e dois peixes (cf. Jo 6,8). O milagre não se realiza a partir do nada, mas de uma primeira partilha modesta daquilo que um jovem simples possuía. Jesus não nos pede aquilo de que não dispomos, mas faz-nos ver que se cada um oferecer o pouco que tiver, pode realizar-se sempre de novo o milagre: Deus é capaz de multiplicar o nosso pequeno gesto de amor e tornar-nos partícipes do seu dom” (<em>Ângelus &#8211; 29 de julho de 2012</em>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante os desafios pastorais que se nos defrontam, perante tanta sede e fome de espiritualidade que os jovens mostram, há que não ter medo e não ficar amarrados às nossas coisas, aos nossos modos de pensar. Ofereçamos ao Senhor aquele pouco que tivermos, confiemo-nos à luz da sua Palavra. E que Esta &#8211; e só Esta &#8211; seja o critério permanente das nossas escolhas e a luz que orienta as nossas ações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por: P. Fabio Attard &#8211; Reitor-mor</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br/a-sindrome-de-filipe-e-a-de-andre/">A Síndrome de Filipe e a de André</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://missaosalesiana.org.br"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://missaosalesiana.org.br/a-sindrome-de-filipe-e-a-de-andre/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
