Agentes de segurança pedem proteção a Nossa Senhora do Carmo em Paróquia Salesiana de Campo Grande

Policiais, bombeiros, militares e familiares participaram de uma procissão e uma missa na noite da quinta-feira (16/07), na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, e prestaram homenagem à padroeira dos profissionais da segurança pública. O encontro reuniu integrantes das polícias militar, civil, penal e federal, além de membros das Forças Armadas, e teve a participação de fiéis ligados ao Acampamento ASP, movimento que reúne agentes de segurança e busca fortalecer a espiritualidade da categoria.
Origem da devoção
A escolha de Nossa Senhora do Carmo como padroeira do grupo remete à história do Forte de Coimbra, local onde a santa é cultuada há séculos como protetora dos militares. O diácono permanente e militar da reserva Paulo Sérgio relata a trajetória dessa tradição e afirma que ela passou a integrar as celebrações do Acampamento ASP. “A gente trouxe essa espiritualidade para o Acampamento ASP, que reúne policiais, militares e seus familiares. Para nós, Nossa Senhora do Carmo é aquela que nos protege com o seu manto em tempos de tanta violência”, explica.
Significado do escapulário
Durante a celebração, o objeto recebeu bênção e foi distribuído aos presentes. Paulo Sérgio compara o item a uma proteção espiritual e destaca o papel da santa nesse processo. “É como uma armadura espiritual. Nossa Senhora oferece essa proteção àqueles que vivem essa devoção”, pontua.
Rotina marcada pela oração
O coronel Claudinei da Silva Quintana soma 31 anos de atuação no Corpo de Bombeiros Militar e participa do Acampamento ASP há 11 anos, e conta que o pedido de proteção antecede o início do trabalho. “A nossa rotina é imprevisível. A gente nunca sabe o que nos espera. Antes de sair de casa sempre pedimos a proteção dela e, durante o dia, fazemos nossas orações para cumprir nossa missão”, afirma.
Compromisso além da proteção
O sargento Maurício Vilalba, diácono da Arquidiocese de Campo Grande e responsável pela capelania da Polícia Militar, associa a devoção a um compromisso de conduta e não apenas a um pedido de amparo. “O escapulário não é um amuleto. Ele representa fidelidade, compromisso de viver os ensinamentos de Jesus e de Maria. É isso que levamos para o nosso trabalho todos os dias”, destaca.
Celebração na paróquia
A programação incluiu procissão pelas ruas próximas à igreja, seguida de missa solene, e teve como momento final a bênção e a entrega dos escapulários aos participantes.





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