A comunhão de um churrasco e o zelo de uma fé

A comunidade do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora, em Corumbá, descobriu no calor de um domingo (09/11) de novembro a melhor metáfora da união cristã: o churrasco. Não era apenas um almoço, nem somente um encontro; era um gesto de fé que, entre fumaças e risos, buscava erguer não paredes, mas esperanças. O propósito era claro e honesto: angariar recursos para a troca do telhado da igreja. Das onze às dezesseis horas, mais de quatrocentas pessoas cruzaram o portão do Santuário, não só para comer, mas para partilhar.
Do trabalho nasce a harmonia
Os Ministros da Eucaristia, o grupo OVISA, o setor de Liturgia, Terço dos Homens, a Pastoral do Dízimo, da Escuta e as outras pastorais dividiram entre si as tarefas como quem reparte o pão. Cada um trouxe seu esforço, sua pequena parte de dedicação, e assim a soma dos gestos formou o todo que sustenta a comunidade. Ninguém mandou, todos fizeram. E dessa harmonia nasceu a impressão de que a fé, quando coletiva, não conhece cansaço.
Entre o som da viola e o aroma da brasa
Mais de duzentos quilos de carne repousaram sobre as grelhas, enquanto a música ao vivo embalava conversas e lembranças. A carne assava, o riso corria, e o tempo passava sem pressa. Havia ali um espírito invisível, mais forte que o fogo: o da convivência, o do reencontro de almas que se reconhecem pelo mesmo credo. A fraternidade não se servia em pratos, mas em olhares.
Quando o resultado é mais que número
Ao final, a arrecadação alcançou o objetivo traçado. O telhado da igreja poderá renascer firme, e o Santuário continuará a acolher as preces de seus fiéis. Mas o verdadeiro sucesso não se mediu em valores; mediu-se em gestos. A comunidade de Nossa Senhora Auxiliadora não apenas arrecadou fundos. Arrecadou certezas: a de que a fé, quando compartilhada, multiplica-se como o pão na mesa e permanece como o perfume do carvão depois da chama.
























Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.