Encontro inspetorial da ADMA reúne associados em Campo Grande

O salão paroquial da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora amanheceu cheio no último sábado, 8 de novembro. Vindos de diferentes cidades, cerca de cem associados da Associação de Maria Auxiliadora (ADMA) da Missão Salesiana de Mato Grosso ocuparam as cadeiras dispostas no salão. O ar trazia a expectativa de reencontro e partilha, como se cada presença completasse uma antiga conversa interrompida.
Expansão e presença dos centros locais
A ADMA cresce em ritmo constante. Quatorze centros locais já caminham na missão, e três novos se formam em Corumbá, Três Lagoas e no Instituto São Vicente. A esperança de alcançar dezessete centros no próximo ano soa como promessa de continuidade. Cada grupo levou ao encontro a força das pequenas comunidades que sustentam a fé cotidiana e constroem, silenciosamente, o rosto visível da devoção salesiana.
Participação salesiana e abertura oficial
Entre os presentes, padres, irmãs e formandos dividiram o mesmo espaço de comunhão. O padre Orozimbo de Paula Júnior, pároco, acolheu os participantes. O padre Augusto Issao Kian, vigário, somou-se à celebração, ao lado do padre Adalberto Alves de Jesus, vindo de Indápolis, e do padre Guillermo Morales Velásquez, de Primavera do Leste. Estavam também o padre Wagner Luís Galvão, diretor da Comunidade do Colégio Dom Bosco, o padre Ademir Lima de Oliveira, inspetor em exercício, o padre Idenilson Lemes da Conceição, delegado inspetorial para a ADMA, e a irmã Izabel Aparecida Rodighero, FMA, de Rondonópolis. Os formandos pós-noviços acompanharam atentos, participando e interagindo como quem aproveita um final de semana em família.
Coube ao padre Ademir a abertura. Ele deu o Bom Dia e falou com serenidade sobre o valor do encontro. Suas palavras, simples e firmes, lembraram a todos o dever de rezar pela escolha do novo inspetor. O gesto de união revelou mais que um protocolo: era um lembrete de que a fé se constrói em torno de pequenas fidelidades.
Reflexão e estudo sobre a Estreia do Reitor-Mor
As palestras e reflexões giraram em torno da Estreia do Reitor-Mor para 2026. O tema, de essência mariana, uniu teologia e cotidiano. O padre Wagner conduziu o estudo sobre as Bodas de Caná, enquanto a irmã Izabel apresentou a vida de Maria Troncatti, nova santa da família salesiana. Sua narrativa despertou nos presentes a sensação de pertencimento a uma mesma história, feita de gestos simples e corações fiéis.
O pós-noviço Ramon Campos Costa falou sobre Maria presente nas casas, nas escolas e nos pátios, onde a vida salesiana pulsa. Suas palavras ligaram o espiritual ao humano, como se Maria caminhasse com os que educam, rezam e servem. Padre Idenílson resumiu o sentimento coletivo. “A interação com várias expressões da família salesiana foi muito salutar, muito importante.”
Celebração e compromisso com a missão
A missa encerrou a manhã e abriu o tempo da celebração. Sorteios e dinâmicas trouxeram leveza à tarde. Quando o sol começou a baixar, muitos já se preparavam para voltar às suas cidades, levando no coração o desejo de continuar a missão. O tripé da ADMA — oração pelas vocações, Eucaristia e devoção a Nossa Senhora Auxiliadora — soava como bússola e promessa de permanência.
Planejamento para o próximo ano
Os olhares voltaram-se para o futuro. O Congresso Inspetorial da ADMA deve nascer das reuniões entre o Conselho Inspetorial e o delegado do inspetor. Mais que um evento, será espaço de partilha e de fortalecimento, onde cada centro local renovará sua presença na grande família salesiana. Na despedida, o sentimento era de caminho aberto, como se o encontro tivesse apenas virado a página de uma história que segue sendo escrita.






















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