Jovem do Centro Juvenil Salesiano tem conto publicado em coletânea de Mato Grosso do Sul

As palavras que Maria Eduarda Cordeiro Borges de Araújo colocou no papel durante os tempos de escola ganharam um caminho que ela talvez não pudesse prever quando começou a escrever. Aos 17 anos, a participante do Programa de Aprendizagem Profissional do Centro Juvenil Salesiano Jesus Adolescente, em Três Lagoas, vê agora seu conto “Memórias de Victoria” publicado em uma coletânea que reúne textos premiados de estudantes de Mato Grosso do Sul.
A história começou em 2025, quando Maria Eduarda estudava na Escola Estadual Dom Aquino Corrêa. Um professor e uma amiga perceberam nela algo que merecia sair dos cadernos e encontrar leitores. Foram eles que a incentivaram a participar do concurso literário realizado durante a 1ª Bienal Pantanal.
Um conto encontra seu lugar
Maria Eduarda aceitou o incentivo, inscreveu “Memórias de Victoria” e ficou entre os dez primeiros colocados de sua categoria. O resultado já representava uma conquista, mas o conto ainda tinha outro destino.
O texto foi selecionado para integrar a coletânea dos trabalhos premiados no concurso. Ao todo, o livro reúne produções de 40 estudantes de 12 municípios de Mato Grosso do Sul, distribuídas nas categorias Conto, Crônica, Poesia e História em Quadrinhos.
Para uma jovem que cresceu entre histórias, a notícia da publicação deu outra dimensão ao resultado do concurso. “Fiquei extremamente feliz, mesmo ficando entre os dez primeiros. Depois, quando soube que meu conto seria publicado no livro dos textos premiados, fiquei ainda mais contente. Foi um momento de muito orgulho para mim”, conta Maria Eduarda.
Das páginas dos gibis à própria história
A relação de Maria Eduarda com os livros começou ainda na infância. Primeiro vieram os gibis. Depois, outras leituras passaram a ocupar espaço e abriram caminhos para a escrita. Anos mais tarde, a leitora passou a ocupar também o lugar de autora. “Memórias de Victoria” atravessou a seleção do concurso, chegou à coletânea e colocou o nome de Maria Eduarda ao lado dos demais estudantes escolhidos entre participantes de diferentes regiões do Estado.
Há, nesse percurso, uma sequência de encontros. Um professor percebeu a possibilidade. Uma amiga ajudou a alimentar a confiança. Maria Eduarda decidiu participar. O conto encontrou os avaliadores e, depois deles, encontrou as páginas de um livro.
Educação também se escreve com oportunidades
Hoje, Maria Eduarda participa do Programa de Aprendizagem Profissional do Centro Juvenil Jesus Adolescente, obra da Missão Salesiana de Mato Grosso em Três Lagoas. Sua trajetória reúne educação, leitura, escrita e preparação para o mundo do trabalho, dimensões que passam pela formação de adolescentes e jovens.
A publicação de “Memórias de Victoria” registra uma conquista individual, mas também revela o alcance que um incentivo pode adquirir quando encontra espaço para crescer. Na história de Maria Eduarda, tudo começou quando duas pessoas disseram, de maneiras diferentes, que valia a pena tentar. Ela tentou. Agora, aquelas palavras que antes pertenciam apenas à autora ganharam páginas impressas e passaram a pertencer também aos leitores.
Para Maria Eduarda, “Memórias de Victoria” já não é somente o nome de um conto. É também o registro de quando uma jovem de 17 anos descobriu que aquilo que escreve pode atravessar os limites de uma folha e chegar mais longe.

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