Paróquia Santo Antônio celebra 51 anos de sacerdócio do P. Slawomir Bronakowski em Barra do Garças

A Paróquia Santo Antônio, de Barra do Garças (MT) celebrou, na última segunda-feira (29/06), a Santa Missa em Ação de Graças pelos 51 anos de ordenação sacerdotal de seu pároco, o Padre Slawomir (Waldomiro) Bronakowski. A celebração, que coincidiu com a Solenidade de São Pedro e São Paulo, reuniu a comunidade local em peso, com destaque para a presença dos jovens do movimento “Segue-me”.
Na homilia, P. Slawomir aprofundou as leituras bíblicas com uma mensagem em torno de três questões fundamentais: a natureza da Igreja, sua finalidade e como ser um cristão vivo na sociedade contemporânea. Definindo a Igreja como o “Povo de Deus” em uma dinâmica “missionária e de saída”, o sacerdote recordou as palavras de Cristo a Pedro, enfatizando que a instituição é fundada sobre uma rocha que nem as forças do mal podem derrubar.
O Chamado à Juventude e a Resiliência Cristã
Em um momento, o pároco se dirigiu aos jovens expressando sua admiração pelos integrantes do “Segue-me”. Ele elogiou a “opção consciente, livre e decidida de adesão à pessoa de Jesus Cristo”. O sacerdote contrastou essa entrega com a tristeza de tragédias recentes na paróquia, reforçando que o jovem cristão deve ser feliz e andar de “cabeça erguida”. “O jovem tem que ser jovem feliz… e não jovem fracassado, derrotado, frustrado“, afirmou, sublinhando que a Igreja existe para santificar o povo através da evangelização e da vida sacramental. Também utilizou a metáfora do crescimento físico e educacional para explicar que a santidade é um processo gradual: “Ninguém de nós nasceu santo, a gente se torna santo aos poucos”, pontuaou
51 Anos de Entrega: “Sou Feliz como Padre”
Ao celebrar mais de cinco décadas de vida ministerial, P. Slawomir compartilhou seu testemunho pessoal de realização. “51 anos atrás eu fui ordenado padre. Eu sou feliz como padre”, declarou. Ele comparou a caminhada da fé ao “bom combate” de São Paulo, descrevendo o cristão como um soldado ou atleta que, guiado por Cristo como técnico, busca a felicidade eterna.
O pároco também refletiu sobre os desafios da atualidade, mencionando a era da inteligência artificial, o subjetivismo e o “mundialismo” que tentam afastar as pessoas do essencial. Segundo ele, é possível ser um “santo de calça jeans” no século XXI, sendo uma pessoa normal que evita o pecado e atua como um honesto cidadão no cotidiano.
A Palavra que Liberta
Para ilustrar o poder de Deus, o sacerdote relembrou a passagem bíblica da libertação milagrosa de Pedro da prisão, ressaltando que, embora o apóstolo estivesse sob vigilância máxima de 16 soldados, as correntes caíram por terra pela intervenção divina. “A palavra de Deus não pode ser aprisionada”, concluiu, incentivando os fiéis a seguirem fortes na fé.





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