Salesianos Cooperadores encerram Congresso Mundial com planos de expansão e renovação para o próximo sexênio

O VI Congresso Mundial da Associação dos Salesianos Cooperadores encerrou-se no último domingo (10/05), em Sacrofano, com a apresentação das primeiras linhas programáticas para o próximo sexênio e com um gesto que resumiu o espírito do encontro: cada participante recebeu uma peça de um quebra-cabeça como símbolo de missão. A mensagem era a de que a Associação só encontra seu sentido pleno na união de fragmentos diferentes e únicos. Como ensinava Dom Bosco, citado no encerramento: “três cordões separados se rompem facilmente; mas, se eles forem reunidos, ninguém os romperá.”
Um retrato do mundo e da Associação
No relatório final, o novo Coordenador Mundial, Borja Pérez, partiu da análise apresentada pelas onze Regiões da Associação, todas presentes no Congresso. O diagnóstico revelou um mundo ferido, polarizado e desigual, habitado por jovens que vivem a incerteza, a solidão e a ausência de referências. Revelou também uma Igreja em busca de novas linguagens e novos caminhos de sinodalidade. Nesse contexto, Borja identificou pontos de força da Associação, entre os quais um carisma atual, uma presença viva nas periferias e uma capacidade de resiliência. A esses, contrapôs fragilidades como o envelhecimento dos membros, a falta de renovação geracional, uma identidade vocacional por vezes pouco clara, uma formação ainda desuniforme, uma comunicação fraca e uma presença sociopolítica escassa.
Dois projetos para o futuro
A primeira linha programática prevê a criação de duas Regiões no continente africano, que hoje integra uma única região com Madagascar. O projeto foi encaminhado para análise do Conselho Mundial e, diante de pontos positivos e de fragilidades identificadas, será constituída uma comissão de estudo para as devidas avaliações. A segunda proposta não é um texto pronto para aprovação, mas o início de um caminho: a constituição de uma equipe técnico-consultiva a serviço do Conselho Mundial para revisar o Projeto de Vida Apostólica. O documento, descrito como uma carta de identidade viva da Associação, dará forma e resposta às solicitações acumuladas nos últimos oito anos pela Secretaria Executiva Mundial.
Símbolos que constroem
A Missa de encerramento, presidida pelo Reitor-Mor P. Fábio Attard, reuniu toda a carga de alegria, sonhos e esperanças do Congresso em uma celebração de simbologia plural. No ofertório, ao lado do pão e do vinho, foram levados ao altar instrumentos e materiais de construção, entre os quais uma colher de pedreiro e tijolos, a expressar o desejo dos congressistas de construir uma Associação de acolhimento, cuidado e crescimento integral. Também uma lâmpada e sal foram levados ao altar, para testemunhar que, ricos da luz do Espírito, os membros da Associação se reconhecem escolhidos, chamados e enviados juntos para a missão.
Uma peça, uma missão
O gesto final do Congresso traduziu em objeto o programa do sexênio. Cada participante saiu de Sacrofano com uma peça de quebra-cabeça nas mãos e com a consciência de que ela representa um fragmento do desígnio de Deus para a Associação. O VI Congresso Mundial encerrou-se, assim, não como um ponto final, mas como o início de um caminho de construção coletiva, com os olhos voltados para os jovens e para o futuro.
Com informações: Agência Salesiana de Notícias (ANS)

Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.