Celebrações da piedade popular marcam a Semana Santa na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora

A Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Campo Grande, viveu intensamente os primeiros dias da Semana Santa com a realização de celebrações da piedade popular, também conhecidas como paraliturgias, que ajudam os fiéis a aprofundarem a vivência dos mistérios da Paixão de Cristo e a se prepararem para a Vigília Pascal.
Na Segunda-feira Santa, a comunidade participou da tradicional Procissão do Encontro, um dos momentos mais marcantes da espiritualidade popular. A celebração recorda o encontro doloroso entre Jesus, a caminho do Calvário, e sua Mãe, Maria.



A dinâmica contou com duas procissões simultâneas. Os homens saíram da Rua Guiratinga, na Vila Palmira, conduzindo o andor de Nosso Senhor dos Passos. Já as mulheres partiram da Comunidade Sant’Ana, no Jardim Imá, levando a imagem de Nossa Senhora das Dores.
O ponto alto aconteceu na chegada à igreja matriz, onde se deu o encontro das duas imagens. Em um rito organizado e reverente, as mulheres entraram primeiro com a imagem da Virgem das Dores, seguidas pelos homens com o Cristo sofredor.
A meditação foi conduzida pelo padre Hermenegildo Conceição Silva, reitor da UCDB. Após o encontro, foi realizado o rito de incensação das imagens e a celebração foi concluída com a distribuição da Sagrada Comunhão, em um clima de oração e recolhimento.
Terça-feira: Ceia Cristã
Na terça-feira (31/03), os fiéis se reuniram na quadra paroquial para a tradicional Ceia Cristã, uma celebração de caráter catequético que recorda as origens da Eucaristia.
Conduzida pelo pároco, padre Orozimbo de Paula Jr., a celebração contou com uma encenação em que o sacerdote representou o próprio Cristo durante a ceia. Inspirado na Páscoa judaica e na Última Ceia, o momento ajudou os participantes a compreenderem o significado dos sinais e gestos presentes na fé cristã.
Durante a celebração, foram apresentados alimentos simbólicos, como o pão e o vinho, além do cordeiro, servido aos participantes. Um dos momentos mais significativos foi o rito do lava-pés, que recorda o gesto de humildade e serviço de Jesus para com seus discípulos.
A realização da Ceia Cristã contou com a participação ativa da comunidade, que colaborou na preparação do ambiente e dos alimentos, favorecendo uma experiência mais próxima do contexto vivido por Cristo.
Ofício das Trevas
Encerrando esse itinerário espiritual, na Quarta-feira Santa (01/04), foi celebrado o tradicional Ofício das Trevas, marcado por forte simbolismo e silêncio.
Com as luzes apagadas, os fiéis foram conduzidos à meditação das dores da humanidade à luz da Sagrada Escritura. No altar, o tenebrário, com 15 velas, foi sendo apagado gradualmente ao longo da celebração, simbolizando o abandono de Jesus durante sua Paixão.
Ao final, permaneceu apenas uma vela acesa, representando Cristo. Retirada do altar sem ser apagada, ela sinalizou a esperança da Ressurreição mesmo em meio às trevas. Outro elemento marcante foi o som da matraca, expressando a comoção diante da morte do Senhor.
As celebrações, conduzidas pelo pároco padre Orozimbo de Paula Jr., proporcionaram à comunidade momentos de profunda espiritualidade e preparação para o Tríduo Pascal, especialmente para a Vigília Pascal, centro de toda a fé cristã.



























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