Santuário Nossa Senhora Auxiliadora celebra o Dia de Finados com a Diocese de Corumbá

Entre a memória e a eternidade
O sol de novembro, contido e piedoso, iluminou e aqueceu o cemitério de Corumbá quando o reitor do Santuário Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora, junto à Diocese de Santa Cruz, conduziu as celebrações do Dia de Finados (02/11). A cidade, em sua rotina suspensa, viu famílias cruzarem os portões dos campos-santos com o mesmo gesto de quem visita o tempo e procura nele um rosto ausente.
A comunhão das paróquias
As paróquias da diocese, movidas por igual propósito, uniram-se à liturgia da data que recorda os que partiram e conforta os que ficaram. Cada Santa Missa celebrada ergueu, entre as flores e as preces, um diálogo silencioso entre a terra e o céu, entre o efêmero e o que se supõe eterno.
Os gestos e a fé
Centenas de fiéis, em passos lentos e reverentes, levaram flores e acenderam velas diante das lápides em cada um dos três os cemitérios de Corumbá: Cemitério Santa Cruz, Cemitério Nelson Chama e Cemitério municipal de Ladário. A chama pequena, trêmula ao vento, tornou-se confissão de fé; e o perfume das flores, breve e insistente, fez-se memória do amor que não se esgota, embora o corpo repouse.
A palavra do sacerdote
Durante a homilia, o reitor do Santuário Salesiano, padre João dos Santos Barbosa Neto recordou: “Viemos de Deus e estamos caminhando de volta para Deus”. Disse-o com a serenidade de quem conhece a travessia e reconhece nela tanto o princípio quanto o fim. Refletiu ainda sobre o valor simbólico dos gestos, pois acender velas é afirmar a vida que resiste à sombra, e levar flores é lembrar que toda beleza humana, embora passageira, anuncia uma permanência que o tempo não dissolve.








Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.