Alunos do Colégio Dom Bosco levam seus animais de estimação para serem abençoados

O Colégio Salesiano Dom Bosco, em Campo Grande, reuniu crianças do Infantil e dos Anos Iniciais do Fundamental na quarta-feira (01/10), para lembrar São Francisco de Assis como protetor dos animais. A memória litúgica de São Francisco é neste sábado, 4 de outubro. Os alunos levaram cães, gatos, tartarugas, peixes e passarinhos para a bênção dos animais, tradição que aproxima famílias e comunidade escolar da espiritualidade salesiana. A quadra coberta do colégio ficou lotada pelos alunos, com suas famílias e animais de estimação.
Bênção conduzida pelo tirocinante
O tirocinante Javael Bokodori Ekureu conduziu a celebração e aspergiu água benta sobre os animais e seus tutores. Ele invocou a proteção de Deus pela intercessão de São Francisco de Assis, que inspira a devoção e o cuidado pela criação.
Ensino da Igreja sobre o cuidado com os animais
O Catecismo da Igreja Católica (2416 a 2418) afirma que os animais são criaturas de Deus, dignas de cuidado e respeito, mas subordinados à dignidade da pessoa humana. O texto recorda que toda a criação participa da bondade divina e que o ser humano, como guardião, deve tratar os animais com benevolência, evitando maus-tratos e também evitando atribuir a eles um valor igual ao do ser humano.
Reflexões dos Papas sobre a criação
São João Paulo II reconheceu em 1990 que os animais possuem um sopro de vida concedido por Deus, ainda que distinto da alma espiritual humana. Bento XVI destacou o cuidado com a criação como expressão de responsabilidade ecológica. O Papa Francisco, na encíclica Laudato Si’, ampliou a reflexão sobre a relação do homem com todas as criaturas e afirmou que o cuidado com os animais domésticos integra uma cultura de respeito à vida e ao meio ambiente.
Animais no cotidiano das famílias
A Igreja entende que os animais de estimação têm valor afetivo e educativo, ajudando crianças e adultos a desenvolver responsabilidade, ternura e respeito pela vida. Entretanto, o Papa Francisco advertiu que o afeto aos animais não deve substituir a abertura à vida humana nem a acolhida dos filhos, quando a decisão de evitar a maternidade e paternidade ocorre de forma consciente.


































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