SEXTA-FEIRA, 14 AGOSTO, 2026
  • WebMail
  • Portal RH
  • Links
    • Salesianos do Brasil
    • Boletim Salesiano
    • Portal Futurum
    • RESAS
    • CONESUL SDB
    • Canal da Privacidade
  • Parceiros
    • Parcerias Públicas
    • SDB
    • ANEC
    • RSE
    • CNBB
    • CRB Nacional
Banner Banner
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Curatorium avalia formação dos pós-noviços salesianos em Campo Grande Jornada Formativa reúne educadores da Escola Estadual Dom Bosco em torno da missão salesiana Colégio Santa Teresa abre 26º FAES com esporte, arte e participação das famílias Professor do Colégio Salesiano São Gonçalo pesquisa a ‘Amorevolezza’* como resposta à indisciplina escolar AcamPai reúne pais e filhos em momento de convivência no Colégio Santo Antônio em Cuiabá UniSALESIANO celebra o nascimento de Dom Bosco com missas e bênção de imagens Inspetores salesianos realizam reunião do Curatorium da Teologia em Curitiba Alunos do Colégio São Gonçalo de Cuiabá homenageiam pais com apresentações 5º AcamPai reúne pais e filhos no Colégio Salesiano Dom Luiz Lasagna Paróquia Santo Antônio reúne famílias para discutir educação dos filhos em Barra do Garças
  • Notícias
  • Quem Somos
    • História
    • Salesianos
    • Visão
    • Missão
    • Valores
  • Pastoral
    • Pastoral Juvenil Vocacional
  • Setores
    • Inspetor e Conselho Inspetorial
    • Missões Indígenas
    • Família Salesiana
    • Ação Social
      • Centros Juvenis
      • Obras Sociais
      • Oratórios
    • Escolas
      • Colégio Salesiano Dom Bosco – Campo Grande (MS)
      • Colégio Salesiano Dom Bosco – Três Lagoas (MS)
      • Colégio Salesiano Dom Lasagna
      • Colégio Salesiano São Gonçalo
      • Colégio Salesiano Santa Maria
      • Colégio Salesiano de Santa Teresa
      • Colégio Salesiano Santo Antônio
    • IUS
      • Faculdade Salesiana de Santa Teresa
      • Universidade Católica Dom Bosco
      • Unisalesiano Lins
      • Unisalesiano Araçatuba
    • Missões Indígenas
      • Nova Xavantina
      • São José de Sangradouro
      • São Marcos
      • Sagrado Coração de Meruri
    • Paróquias
      • Mato Grosso
        • N. Sª Auxiliadora – São Marcos
        • N. Sª da Guia – Cuiabá
        • N. Sª da Salete – Primavera do Leste
        • Sagrado Coração de Jesus – Meruri
        • S. Antônio – Barra do Garças
        • S. Gonçalo – Cuiabá
        • S. João Batista – Rondonópolis
      • Mato Grosso do Sul
        • S. Francisco de Assis – Três Lagoas
        • S. João Bosco – Campo Grande
        • S. João Bosco – Corumbá
        • N. Sª Auxiliadora – Campo Grande
        • N. Sª Auxiliadora – Indápolis
      • São Paulo
        • S. Francisco e S. Clara – Araçatuba
        • S. João Bosco – Lins
  • Contato
  • CG 29
  • Canal da Privacidade
  • Programação 2026
  • Termos de Fomento

Acesso ao painel

Navegação
  • Notícias
  • Quem Somos
    • História
    • Salesianos
    • Visão
    • Missão
    • Valores
  • Pastoral
    • Pastoral Juvenil Vocacional
  • Setores
    • Inspetor e Conselho Inspetorial
    • Missões Indígenas
    • Família Salesiana
    • Ação Social
      • Centros Juvenis
      • Obras Sociais
      • Oratórios
    • Escolas
      • Colégio Salesiano Dom Bosco – Campo Grande (MS)
      • Colégio Salesiano Dom Bosco – Três Lagoas (MS)
      • Colégio Salesiano Dom Lasagna
      • Colégio Salesiano São Gonçalo
      • Colégio Salesiano Santa Maria
      • Colégio Salesiano de Santa Teresa
      • Colégio Salesiano Santo Antônio
    • IUS
      • Faculdade Salesiana de Santa Teresa
      • Universidade Católica Dom Bosco
      • Unisalesiano Lins
      • Unisalesiano Araçatuba
    • Missões Indígenas
      • Nova Xavantina
      • São José de Sangradouro
      • São Marcos
      • Sagrado Coração de Meruri
    • Paróquias
      • Mato Grosso
        • N. Sª Auxiliadora – São Marcos
        • N. Sª da Guia – Cuiabá
        • N. Sª da Salete – Primavera do Leste
        • Sagrado Coração de Jesus – Meruri
        • S. Antônio – Barra do Garças
        • S. Gonçalo – Cuiabá
        • S. João Batista – Rondonópolis
      • Mato Grosso do Sul
        • S. Francisco de Assis – Três Lagoas
        • S. João Bosco – Campo Grande
        • S. João Bosco – Corumbá
        • N. Sª Auxiliadora – Campo Grande
        • N. Sª Auxiliadora – Indápolis
      • São Paulo
        • S. Francisco e S. Clara – Araçatuba
        • S. João Bosco – Lins
  • Contato
  • CG 29
  • Canal da Privacidade
  • Programação 2026
  • Termos de Fomento
Início › Comunicação Social› Celebração de funerais volta a ser feita na aldeia Boe-bororo de Meruri (MT)
Comunicação Social

Celebração de funerais volta a ser feita na aldeia Boe-bororo de Meruri (MT)

Por Euclides Fernandes · 30 de dezembro de 2021
Ouça esta notícia
0:00

Ao contrário do que previam os diagnósticos de antropólogos e indigenistas desde o início dos anos de 1980 que apontavam para o desaparecimento da cultura Boe, a celebração dos funerais indígenas – a mais importante para a cultura bororo – volta a ocorrer na aldeia central de Meruri, mostrando que a manifestação cultural está em franco crescimento na região de Mato Grosso.

O ritual teve início em 22 de setembro e encerrou em 31 de outubro. Adriano Boro Makuda e seu irmão, Idelfonso Boro Makuda, tomaram a iniciativa de realizar o ritual de seu tio materno, irmão de Maria Pedrosa Urugureudo, sua mãe. Junto com os professores da escola Bororo de Meruri, eles conseguiram o apoio da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso para o registro audiovisual e a realização do inventário participativo, que servirá de suporte para o registro do funeral Bororo como patrimônio imaterial do Estado. Na tradição Bororo, o funeral é também o momento de iniciação dos mais jovens ao mundo adulto.

De acordo com o Salesiano Irmão Mário Bordignon, antropólogo e estudioso da cultura bororo por mais de 40 anos, o contexto histórico vivido no Brasil durante a maior parte do século XX motivou alguns procedimentos que, apesar de registrarem cientificamente a cultura bororo, acabaram por afastar os indígenas dos seus usos, costumes e até da própria língua. “Os salesianos, de um lado, procuraram estudar e entender a cultura bororo, produzindo documentos de valor reconhecido em nível mundial e, de outro lado, também acompanhava os tempos. Um exemplo prático, naquele tempo – de 1910 até 1967 – , quem falasse palavra indígena era castigado. Me disse o P. Luiz Lorensi que recebeu um telegrama de Getúlio Vargas proibindo o uso de línguas estrangeiras e nativas, um telegrama para todo o Brasil”, revela o salesiano.

A aldeia Meruri e a aldeia Garças fazem parte da Terra indígena de Meruri, situada no município de General Carneiro, no sudeste do Mato Grosso. O ritual fúnebre era, até então, realizado na aldeia Garças, e agora retorna a Meruri – 55 anos depois do último funeral ali realizado em 1966. Nas palavras do indígena bororo Gerson Enogureu: “Há mais de um século, estudiosos afirmavam, em seus livros e palestras, que a cultura Boe, principalmente aqui em Meruri, estava fadada ao desaparecimento. Hoje, porém, é notório exatamente o contrário, pois os mesmos Boe estão vivendo o funeral do ex-cacique Kuri de forma maciça e com a participação da juventude (…) até o cantor é jovem. É muito interessante observar a morada de uma cultura, não se sabe onde ela mora ou se esconde e, quando menos se espera, ela aparece com força total, unindo todos em uma mesma sintonia”, afirma o indígena.

A cerimônia funeral Bororo tem três dias centrais e é realizada cerca de três meses depois da morte da pessoa. Os ossos são desenterrados e levados para o Baíto, a casa ritual, onde são pintados e adornados enquanto família e amigos prestam homenagens ao morto e choram sua partida. A cerimônia é conduzida por cantadores, sempre os mais velhos da aldeia.

No primeiro dia, os ossos são desenterrados e preparados. No dia seguinte são queimados os bens da pessoa morta. Segundo a tradição Bororo, só assim o espírito fica livre das preocupações terrenas. Os bens são queimados pelo melhor amigo do morto, que passará a representa-lo na terra e cumprir com todas as obrigações pendentes, inclusive cuidar de sua família. Após esse momento é realizada a iniciação dos jovens.

No terceiro dia a cerimônia é realizada inteiramente no Baíto, já com a participação das mulheres, que têm a oportunidade de lamentar a morte do parente mais uma vez. Numa das partes do ritual o espírito é chamado para fazer sua última refeição na terra e conversa com os cantadores

O Ir. Mário Bordignon relata que, na Missão de Meruri, não havia a celebração do funeral, mas sempre existiu uma celebração paralela, que os missionários sabiam que existia e até, uma vez ou outra, participavam. “Só que não era oficial. Havia esta mentalidade: não havia (o funeral) na Missão, mas perto da Missão acontecia o funeral. Estamos falando da década de 1970. Quando o saudoso (Servo de Deus) P. Rodolfo Lunkenbein foi diretor em Meruri surgiu uma nova aldeia no Garças e já tinha a aldeia do Boqueirão, onde aconteciam todos os rituais, totalmente fiéis à tradição bororo, inclusive com a presença dos missionários”, revela o religioso.

“Se nós tirarmos da cultura bororo a celebração da vida dos mortos, nós desmontamos a cultura bororo. (…) Morrendo uma pessoa, há um período de mais ou menos dois meses de celebrações para mostrar ao finado que a vida continua. (…) O funeral é manifestação de vida, tanto é que no funeral tem a iniciação dos rapazes. (…) É um gesto de amor e de agradecimento”, explica o Ir. Mário.

“O povo de Meruri participava na aldeia Garças. Com o tempo, o pessoal do Garças se mudou. O povo bororo é semi-nômade. A aldeia do Garças se esvaziou. Devido a esse esvaziamento, esse funeral agora passou a ser foi feito na aldeia Meruri, onde tem a casa central. Este é um fato histórico”, conclui o missionário salesiano.

Euclides Fernandes

DRT/MS 55/02

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Esta reportagem contém informações retiradas do artigo da pesquisadora Marília Librandi, publicado no NEXO JORNAL, e de reportagem do site TERRAS INDÍGENAS.

** Marília Librandi  é pesquisadora afiliada ao Brazil LAB da Universidade de Princeton, e colaboradora do núcleo de pesquisa e de pós-graduação Diversitas da Universidade de São Paulo. Lecionou literatura e cultura brasileiras na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, na Universidade de Stanford, e na Universidade de Princeton. É curadora do programa 33’ Brazil Lab Review, disponível no YouTube.

Artigo anteriorReitor-mor apresenta ESTREIA 2022 em ‘live’ para o mundo todo
Próximo artigoParóquia São Gonçalo em Cuiabá inicia ano novo com novena ao Padroeiro
Euclides Fernandes

Euclides Fernandes

Comunicação Social

Terremoto atinge dez comunidades da Inspetoria Salesiana de Medellín

Comunicação Social

Pastoral da Educação promove palestra sobre violência contra a mulher em escola de Barra do Garças

Comunicação Social

Site da Missão Salesiana ficará temporariamente indisponível para manutenção

Formação

Curatorium avalia formação dos pós-noviços salesianos em Campo Grande

Ação Social

Jornada Formativa reúne educadores da Escola Estadual Dom Bosco em torno da missão salesiana

Escola

Colégio Santa Teresa abre 26º FAES com esporte, arte e participação das famílias

Artigo

Professor do Colégio Salesiano São Gonçalo pesquisa a ‘Amorevolezza’* como resposta à indisciplina escolar

Instituição de Ensino Superior

UniSALESIANO celebra o nascimento de Dom Bosco com missas e bênção de imagens

Formação

Inspetores salesianos realizam reunião do Curatorium da Teologia em Curitiba

Deixe um comentário Cancelar resposta

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

CNPJ: 03.226.149/0001-81
Rua Pe João Crippa, 1437 - Campo Grande, MS
comunicacaosocial@missaosalesiana.org.br
© 2026
  • Salesianos do Brasil
  • Boletim Salesiano
  • Portal Futurum
  • RESAS
  • CONESUL SDB
  • Canal da Privacidade
  • Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios – 1/2026
  • Relatório de Transparência Salarial e de anos anteriores